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SÃO PAULO – As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 8,46% em outubro frente igual período de 2003. Essa é a décima primeira alta consecutiva da pesquisa.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (15). Dos 27 estados brasileiros apenas dois tiveram queda nas vendas: Roraima (-6,07%) e Goiás (-0,43%).
Mesmo com o crescimento, o ritmo do volume de vendas do comércio vem desacelerando. Em setembro, as vendas cresceram 9,25%. Em junho, o melhor resultado do ano, a alta foi de 12,86%. Com esses resultados, nos dez meses de 2004, as vendas subiram 9,27%. Nos últimos 12 meses, a variação foi de 7,76%, mantendo tendência de crescimento.
Na comparação com outubro de 2003, o comércio varejista brasileiro cresceu também na receita nominal de vendas, e registrou variação positiva de 13,40%. De janeiro a outubro de 2004, ante o mesmo período em 2003, o crescimento verificado foi de 12,24%. Em 12 meses, a variação foi de 11,88%, resultado que tendeu para a estabilização.
Maior aumento no mês para Móveis e eletrodomésticos
Analisando os resultados das cinco atividades selecionadas para a pesquisa, que tiveram as séries iniciadas em 2000, quatro tiveram aumento no volume de vendas em outubro. O segmento de Móveis e eletrodomésticos teve a maior expansão na comparação com outubro de 2003, com 20,40% de alta. Houve diminuição do ritmo de crescimento no ano, e a taxa passou de 28,56% em setembro para 27,6% em outubro. Em 12 meses, a taxa foi de 25,16%. A ampliação do crédito é o principal fator para esse crescimento.
O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 10,65%, e manteve-se em outubro como a principal influência para os números do setor varejista. No acumulado do ano a taxa passou de 6,19% em setembro para 6,65% em outubro. Em 12 meses o resultado saiu de 4,10% para 5,39%. As altas refletem o aumento nos níveis de ocupação e rendimento no segundo semestre.
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O segmento específico de Hipermercados e supermercados aumentou o ritmo de crescimento iniciado em setembro, e registrou variação positiva de 11,31% sobre outubro de 2003, 6,91% no acumulado do ano e 5,57% em 12 meses.
Ritmo de crescimento interrompido
Já o setor de Veículos, motos, partes e peças foi o que teve maior retração no crescimento, saindo dos 15,41% de setembro para 9,91% em outubro. A desaceleração refletiu o aumento da base de comparação, e se fez sentir também na queda de ritmo de crescimento no acumulado do ano, de 18,77% em setembro, para 17,77% em outubro. Já em 12 meses o índice manteve-se ascendente: 16,5% até outubro.
A tendência de queda do segmento Tecidos, vestuário e calçados manteve-se pelo quinto mês consecutivo, e o recuo chegou a 1,43% em outubro. No acumulado do ano também houve ligeira retração: saiu-se dos 6,03% em setembro para 5,22% em outubro. Em 12 meses a taxa ficou estável ao subir 3,76%.
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Finalmente, o segmento Combustíveis e lubrificantes desacelerou o ritmo de crescimento (1,35%) frente a setembro (4,03%). E no acumulado do ano a taxa de crescimento continua caindo: 5,30% em outubro ante 5,78% em setembro. Nos últimos 12 meses, a taxa continuou ascendente passando de 3,87% em setembro para 4,41% no décimo mês do ano.
Desempenho de novas atividades
Em outubro, dos novos ramos de atividade pesquisados, que começaram a série a partir de 2003, houve alta de 10,41% no volume de vendas de Outros artigos de uso pessoal e doméstico. Já o segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou nova queda no volume de vendas de 4,08% em outubro.
O setor de Material de construção teve queda de 4,01% em outubro de 2004 na comparação com setembro. É o segundo mês consecutivo de baixa. O acumulado do ano manteve a queda no ritmo de crescimento do ano, e registrou 1,96% ante os 2,69% do período janeiro a setembro.
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A maior queda dentro das novas atividades foi do segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: de 11,17% em setembro para -17,65% em outubro. Com a queda brusca, o acumulado do ano diminuiu o ritmo de crescimento, e registrou 16,66% contra 21,74% no período janeiro – setembro.
SP e RJ têm vendas abaixo da média nacional
São Paulo e Rio de Janeiro tiveram, em outubro, um volume de vendas abaixo do varejo do País: no Rio foi de 5,74% em setembro para 6,75%, e São Paulo, de 9,48% para 7,41%. Os dois estados são responsáevis por quase 50% da receita bruta do comércio varejista nacional.
A atividade que fez a diferença neste comportamento foi a de Combustíveis e lubrificantes, que teve queda (-6,41%) no volume de vendas do Rio e aumento de 3,06% em São Paulo.
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No acumulado do ano, São Paulo, com 8,93%, teve crescimento superior ao do Rio de Janeiro, com 7,27%. As taxas acumuladas em um ano mantiveram-se praticamente estáveis: 5,24% no Rio de Janeiro e 7,36% em São Paulo.