Farmacêuticas lideraram as perdas e bolsas dos EUA fecharam em baixa

Todos os índices acionários fecharam em queda, com o mercado atento ao petróleo e ao noticiário corporativo

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SÃO PAULO – As bolsas dos Estados Unidos fecharam em queda nesta sexta-feira, pressionadas pelo avanço do petróleo no mercado internacional e pela forte queda das ações da Pfizer, maior fabricante mundial de medicamentos farmacêuticos.

No cenário macroeconômico, foram divulgados nesta manhã o CPI e o Core CPI, importantes indicadores de inflação nos Estado Unidos. A inflação de novembro ficou em linha com as expectativas do mercado, mas os índices não seguraram a queda nas bolsas norte-americanas.

Fatos que movimentaram a sessão

A Pfizer, grande laboratório farmacêutico, divulgou nesta sexta-feira que seu analgésico Celebrex, muito vendido nos Estados Unidos, é responsável por dobrar a incidência de ataque cardíaco em pacientes em longo tratamento de câncer. A companhia é uma das principais blue chips dos EUA e pressionaram todo o mercado.

Também neste pregão, foram divulgados o CPI e o Core CPI, que ficaram dentro das expectativas do mercado, ambos apresentando inflação de 0,2% no mês de novembro. Lembrando que o CPI de outubro registrou alta nos preços de 0,6% e o Core CPI de 0,2%.

Ainda nesta sessão, foi confirmado pelo Departamento de Inteligência de Washington que uma gravação atribuída à Osama Bin Laden é verdadeira. A fita aumenta os temores do mercado quanto a oferta futura de petróleo, já que o terrorista pede a seus compatriotas e simpatizantes que ataquem as bases petrolíferas dos Estados Unidos no Iraque.

Laboratórios são destaque

Após notificar a preocupação com o Celebrex, os papéis da Pfizer iniciaram uma intensa queda, registrada ao longo de todo o pregão. As ações da empresa lideraram as perdas nas bolsas e encerraram com desvalorização de 11,15%.

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A rival Merck, fabricante do analgésico Vioxx, também sofreu as conseqüências do anúncio da Pfizer. O medicamento chegou a ser retirado das prateleiras durante este ano por preocupações semelhantes. Seus papéis fecharam em queda de 0,91%.

Também no ramo farmacêutico, a fabricante de remédios Eli Lilly alterou o rótulo de seu medicamento Strattera, usado no tratamento de desordens de hiperatividade, recomendando que os pacientes com problemas de fígado não tomem o remédio. Por isso, as ações da empresa fecharam em queda de 2,40%.

Bolsas em queda

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em baixa de 0,75% a 1.194 pontos, acumulando no ano forte alta de 7,40%.
O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em desvalorização de 0,52% atingindo 10.650 pontos e subindo 1,87% no ano,
enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 0,51% chegando a 2.135 pontos e acumulando no ano forte alta de 6,58%.


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%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nasdaq C -0,51 2.135 +1,69 +6,58
Dow Jones -0,52 10.650 +0,95 +1,87
S&P 500 -0,75 1.194 +1,04 +7,40