Ata do Copom surpreende e Banco Central sinaliza novas elevações na Selic

Além disso, na seqüência, deve vir um período de manutenções para assegurar a convergência da inflação com o objetivo para 2005

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SÃO PAULO – O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, divulgou nesta quinta-feira, dia 23 de dezembro, a ata da reunião realizada nos dias 14 e 15 deste mês, quando a autoridade monetária elevou a taxa básica de juro brasileira, Selic, em 0,50 ponto percentual, dentro das previsões feitas pelo mercado, para 17,75% ao ano.

Além de sinalizar para novos ajustes seguidos de um período de manutenção da taxa básica de juro brasileira, a Selic, o colegiado segue manifestando sua preocupação com as expectativas de inflação do mercado. No que se refere ao comportamento do petróleo, entretanto, a percepção da autoridade monetária é mais otimista.

Ajustes na Selic devem continuar

De acordo com as informações contidas na ata, a elevação da Selic se deu de modo a possibilitar a convergência da inflação com o objetivo de 5,1% para 2005. Vale lembrar que foi o temor de inércia inflacionária para 2005 que deu início ao processo de ajustes.

O órgão também sinalizou que deve seguir com “etapas adicionais” do processo de ajustes no ritmo originalmente previsto e combinar essa seqüência com um processo posterior de manutenção da taxa Selic, por um período “suficientemente longo”, para assegurar a convergência da inflação e das expectativas.

Isso deve ocorrer desde que as expectativas para a alta dos preços em 2005 continuem com a trajetória de reduções. Caso não haja convergência das expectativas para a inflação ou da trajetória dos preços para o objetivo adotado para 2005, pode haver modificações no “ritmo e na magnitude do processo”.

Preocupação com o petróleo cedeu

O Copom, que já havia mencionado que o elevado patamar da cotação do petróleo era um “risco latente”, acredita que a reversão do processo de forte elevação na cotação da commodity referenda o cenário de projeção mantido pelo comitê.

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Com isso, considerando os recentes reajustes nos preços domésticos dos derivados, para 2005 a autoridade monetária acredita que pode haver espaço até mesmo para eventuais reduções nesses preços, apesar de trabalhar com a ausência de reajustes.