Pesquisa traça perfil do empreendedor brasileiro

Resultados mostram que brasileiro está com menos fôlego e não planeja bem como direcionar suas energias

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SÃO PAULO – A palavra empreendedorismo se tornou mais usada somente há alguns anos e designa a inclinação de certas pessoas para abrir seu negócio próprio e ser seu próprio patrão. Com o tempo, passou a carregar um sentido apreciativo e designar um micro ou pequeno empresário como empreendedor se tornou um elogio.

Apesar do empreendedorismo no Brasil estar sujeito a um clima adverso por conta das altas taxas de juros da economia, da burocracia e das grandes diferenças de desenvolvimento entre as diversas regiões do país, o principal fator que afeta negativamente essa iniciativa é o despreparo dos empresários e aspirantes a empresários brasileiros.

Como vai o empreendedorismo no Brasil

Segundo a pesquisa anual GEM-empreendedorismo do Sebrae relativa ao ano de 2003, a taxa de empreendedorismo no Brasil voltou a cair nesse ano em relação aos anos anteriores, como já vinha acontecendo.

Em 2003 essa taxa ficou em 12,9%, levemente menor que em 2002 (13,5%) e 2001 (14,2%), mas sensivelmente menor que no ano de 2000, que registrou uma taxa de 21,4%.

Apesar disso, como a média mundial de empreendedorismo é de 8,8%, o Brasil continua com um nível elevado de atividade, algo característico de países com alta dinâmica demográfica, maior número de jovens na população, alto nível de informalidade no mercado e muitas necessidades não atendidas.

O perfil do empreendedor brasileiro

Segundos essa pesquisa do Sebrae, o perfil dos negócios brasileiros continua sendo composto por empresas que atuam nos setores de produtos e serviços tradicionais, apesar do baixo potencial de expansão de mercado interno e externo que caracteriza esses setores.

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Além disso, a maioria dos empreendedores brasileiros são movidos pela motivação errada, já que a maioria dos entrevistados (53%) consideraram a “oportunidade de um novo negócio” a maior motivação para se aventurarem no mundo da iniciativa própria, bem mais que os 47% que apontaram a “necessidade de geração de renda em situação de alto desemprego” como a maior motivação.

Considerando a distribuição por regiões, o fato da região Sudeste ter o maior número de empreendedores, 6.266.400 ou 14% da população adulta, não surpreendeu, principalmente porque essa é a região com maior população e atividade econômica do país.

Já a segunda posição no ranking não deixa de surpreender, pois a região Nordeste ocupa essa posição que tradicionalmente pertence a região sul em estatísticas do gênero. São 4.131.540 empreendedores no Nordeste, 14% da população adulta. A região Sul tem, respectivamente, 2.948.800 e 19%.

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Em relação ao sexo, 14,2% dos empreendedores são homens e 11,7% são mulheres.