Dólar fechou em queda, refletindo anúncio de captação externa pelo BC

A leve melhora no cenário externo, com a queda do petróleo e a discreta melhora nas bolsas dos EUA, também foi destaque

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SÃO PAULO – A moeda norte-americana fechou em queda nesta quarta-feira, refletindo o dia mais tranqüilo no mercado internacional, com os preços do barril de petróleo em baixa e a leve recuperação das bolsas norte-americanas.
Porém, foi o anúncio do Banco Central (BC) sobre a concessão de um mandato para emissão soberana de bônus em dólar no mercado global que mais influenciou o comportamento da divisa nesta sessão.

Brasil realizará nova emissão soberana

No comunicado, de apenas três linhas, o BC denomina os bancos Deutsche Bank e Morgan Stanley para liderarem a emissão, porém não menciona o montante que seria ofertado.
Há rumores no mercado de que a oferta inicial de US$ 750 milhões deve ser ampliada para US$ 1 bilhão e que a captação deve ser realizada em bônus de dez anos com taxa de 10,80% ao ano.

Dólar fechou em queda

Desta maneira, o dólar comercial fechou cotado a R$ 3,0330 na compra e R$ 3,0360
na venda, baixa de 0,39% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1820, representando um ágio de 4,91%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,68% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 4,62%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 3.064,
baixa de 0,49% em relação ao fechamento
de R$ 3.079
da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,52%,
atingindo R$ 3.099 frente
à R$ 3.115 do fechamento de
terça-feira.
Curva de FRA de cupom cambial

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O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,90% para outubro de 2004, queda de 0,20 ponto percentual em relação ao fechamento anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 1,66%, alta de 0,08 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.