Com pressões para elevação da Ptax, dólar encerra em leve alta nesta terça-feira

Proximidade de vencimento cambial levou investidores a impulsionarem cotação do dólar; IPC-Fipe inibiu maior alta

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SÃO PAULO – Em um dia em que a proximidade do resgate de uma dívida cambial, que vence no dia 15 de julho, foi determinante para elevar as pressões para impulsionar a Ptax, a cotação média diária do dólar, a moeda norte-americana encerrou em alta as negociações desta terça-feira.

Vale destacar que a desaceleração da inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe inibiu uma maior alta da divisa.

Pressões para elevação da Ptax

No dia 15 de julho, quinta-feira, vencerá uma dívida cambial no valor de US$ 990 milhões, que será resgatada integralmente pelo Banco Central. Dessa maneira, os detentores de títulos cambiais já começaram, nesta terça-feira, a pressão para inflar a cotação do dólar, de forma a elevar a Ptax, a cotação média diária do dólar.

É importante lembrar que a cotação do dólar para o resgate do vencimento cambial é definida com base na Ptax do dia anterior ao vencimento. Ou seja, é natural que os investidores que detenham títulos que serão resgatados pelo BC tentem impulsionar a cotação do dólar, a fim de elevar seus ganhos.

Inflação medida pelo IPC-Fipe desacelera

Por outro lado, segurando uma maior alta do dólar, esteve a menor alta registrada pelo IPC da Fipe na primeira quadrissemana de julho. No período, o índice apresentou uma elevação de 0,83%, abaixo da alta de 0,92% registrada no mês fechado de junho.

Esta menor alta refletiu, basicamente, uma desaceleração nos preços dos transportes e dos alimentos, bem como do grupo vestuário. Vale lembrar que para julho, o relatório Focus, do Banco Central, projeta uma inflação de 0,70%.

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Dólar encerrou em alta

Dessa maneira, o dólar comercial fechou cotado a R$ 3,0370 na compra e R$ 3,0400
na venda, alta de 0,16% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1860, representando um ágio de 4,91%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,55% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 4,76%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 3.063,
leve alta de 0,11% em relação ao fechamento
de R$ 3.060
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em alta de 0,29%,
atingindo R$ 3.105 frente
à R$ 3.096 do fechamento de
segunda-feira.