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SÃO PAULO – Lançado na semana passada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o primeiro fundo de índice negociado em bolsas de valores do Brasil, o PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa), já gera polêmica e atritos de interesses no mercado.
Nesta quarta-feira (14/07), o BNDES proibiu a corretora Hedging-Griffo de lançar no varejo um fundo que investe em cotas do PIBB. Isso porque o produto da Griffo, que já tinha recebido autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), exigia aplicação mínima de R$ 4 mil, enquanto as regras do BNDES estabeleciam teto de R$ 300.
O banco destacou publicamente que a corretora deverá se enquadrar nas estipulações previstas para o PIBB e a Griffo ressaltou que embora tenha recebido e desenvolvido o fundo, ele ainda não foi lançado pela empresa no mercado.
A carteira estruturada pela Griffo cobraria a menor taxa de administração no varejo (1% ao ano) e garantiria a devolução do capital original investido por até 12 meses. O BNDES, por sua vez, assegura que por um ano é possível resgatar no mínimo o volume inicialmente aportado.
O último lado da história, a CVM entrou em acordo com o BNDES e prometeu enviar comunicado oficial à Griffo para a suspensão da autorização concedida à corretora em 08 de julho. Segundo a CVM, o produto da Griffo foi autorizado por não haver empecilho na legislação de fundos para a criação de uma carteira com aplicação de mínima de R$ 4 mil.
O BNDES lembra também que a iniciativa do governo em desenvolver o PIBB tem como objetivo priorizar os investimentos de varejo e os pequenos investidores. Depois serão atendidas as demandas dos grandes aplicadores (institucionais).
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