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SÃO PAULO – Em uma semana em que as atenções estiveram voltadas para o mercado externo, com a elevação do preço do barril de petróleo e os discursos do presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, no Congresso norte-americano, o mercado brasileiro como um todo apresentou um desempenho limitado.
De uma maneira geral, as expectativas quanto à política monetária norte-americana foram as principais responsáveis pela queda da bolsa e alta do dólar, juros futuros e risco país. No Brasil, a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que manteve inalterada a taxa de juro brasileira em 16,0% ao ano, juntamente com a divulgação de diversos indicadores econômicos foram o destaque da semana.
Greenspan não surpreende
A atitude de cautela e apreensão que marcou o comportamento dos investidores nesta semana está em grande parte baseada nos discursos realizados pelo presidente do Fed, que, apesar de confirmarem a política de alta gradual do juro norte-americano, reafirmaram a posição flexível da autoridade monetária, caso as variáveis econômicas apresentem um comportamento diferente do esperado.
A divulgação da queda mais do que a esperada no número de pedidos de auxílio-desemprego na economia norte-americana pode contribuir para as futuras ações do Banco Central dos Estados Unidos.
Assim, espera-se que o Fed continue elevando o juro norte-americano, porém alguns analistas já acreditam que esta alta possa ocorrer de forma mais rápida do que o esperado. No entanto, boa parte do mercado trabalha com a hipótese de manutenção dos Fed Funds em 1,25% ao ano em agosto, quando a autoridade monetária terá sua próxima reunião.
Economia brasileira teve desempenho limitado
No cenário doméstico, a semana foi marcada pela reunião do Copom e a divulgação de diversos índices econômicos. Indicando a desaceleração da inflação, destaque para a divulgação do o IGP-10 referente ao mês de julho, pela FGV, que apurou uma inflação de 1,31% no período, inferior à variação positiva de 1,50% registrada no mês de junho.
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Da mesma maneira, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe apurou uma inflação de 0,82% na 2ª quadrissemana de julho, levemente abaixo da variação positiva de 0,83% registrada na quadrissemana anterior e abaixo da alta dos preços de 0,92% verificada no mês de junho.
Tivemos também o anúncio dos indicadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que revelaram queda no desemprego pelo segundo mês consecutivo, além da divulgação do IPCA-15 (Índice de Preço ao Consumidor Amplo – 15) que apurou inflação de 0,93%, revelando leve aceleração da inflação em julho na comparação com o mês anterior.
Mesmo com a inflação subindo para um patamar em linha com as expectativas do mercado, a autoridade monetária continuou utilizando o discurso de cautela para justificar a manutenção da Selic em 16% ao ano.
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Mercado norte-americano teve fraco desempenho
Com relação ao mercado internacional, mais especificamente o norte-americano, o que se viu foi um fraco desempenho das bolsas locais, com os investidores dividindo suas atenções entre os inúmeros indicadores conjunturais divulgados e também os vários resultados corporativos, dentre eles os da Coca-Cola, Amazon.com entre outros. Grande parte dos indicadores divulgados, por sua vez, também não correspondeu às expectativas do mercado.
No que se refere ao mercado de petróleo, o preço do barril de petróleo tipo Brent, negociado no mercado de Londres, acumulou alta de 0,71%, encerrando cotado a US$ 38,27. De uma maneira geral, os investidores mostraram uma maior preocupação com a oferta da commodity, devido às notícias negativas sobre a petrolífera russa Yukos.
Dólar e juros futuros acumularam alta
No mercado de câmbio, o comportamento do dólar refletiu a cautela dos investidores frente à possível elevação do juro dos Estados Unidos. Assim, a moeda voltou a subir, acumulando alta de 1,83% na semana, encerrando cotada a R$ 3,056.
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No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência também foi de alta. Assim, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2005, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 16,54% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 16,28% no início da semana. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 15,83%, configurando queda frente à taxa registrada na semana anterior.
O Ibovespa, por sua vez, acumulou quedas durante a semana, com os investidores atentos ao cenário externo. O destaque ficou para a divulgação dos resultados das empresas do setor de telecomunicações, que no geral não foram bons. Dessa maneira, o índice Bovespa acumulou queda de 3,81% na semana, atingindo 21.591 pontos.
Ata do Copom será destaque na última semana de julho
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A quinta semana de julho será marcada, no Brasil, pela divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), explicando os motivos que levaram a autoridade monetária a manter a Selic em 16,0% ao ano em julho. Além disso, o Banco Central divulgará a Nota da Política Monetária e Operações de Crédito e a Nota da Política Fiscal.
Também será divulgado o IPC da Fipe referente à terceira quadrissemana de julho e o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) da FGV referente ao mês de julho. Além disso, diversas empresas divulgação seus resultados referentes ao segundo trimestre deste ano.
Nos Estados Unidos, serão divulgados os seguintes índices: Existing Home Sales, New Home Sales, Consumer Confidence, Building Permits, Durable Good Orders, Fed´s Beige Book, Initial Claims, Employment Cost, GDP e Michigan Sentiment.