Diretoria do BNDES anuncia aprovação do Modermaq

Programa de Modernização do Parque Industrial Nacional contará com R$ 2,5 bilhões para custeio de compras de máquinas e equipamentos

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SÃO PAULO – A diretoria do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta quarta-feira (11) a aprovação do Modermaq (Programa de Modernização do Parque Industrial Nacional) – noticiado desde março pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan.

Na semana passada, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou as regras de financiamento do programa, que faz parte da política industrial do Governo e surgiu de uma sugestão da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Com o objetivo de estimular a competitividade da produção industrial, o Modermaq será fundamentado em políticas de apoio à compra de bens de capital novos (máquinas e equipamentos) pela indústria.

BNDES financiará 90% do valor de compra

Inicialmente, o BNDES liberou recursos de financiamento no total de R$ 2,5 bilhões para o programa, que contará com prazo de vigência de um ano, capaz de ser prorrogado em caso de sucesso da iniciativa. Além disso, o banco garantiu que demandas excedentes serão supridas com maior oferta de crédito.

O BNDES deverá responder por 90% do valor do bem a ser adquirido. Anualmente a taxa de juros pré-fixada de empréstimos será de 14,95%, sendo 11% dessa soma relativo ao BNDES e, até 3,95% para a instituição financeira prestadora do serviço.

Bens de capital devem ser credenciado no banco

O superintendente da Área de Operações Indiretas do banco, Cláudio Bernardo Guimarães, ressaltou que a compra dos bens de capital deverão ser credenciadas no próprio BNDES, mediante pré-requisitos do cadastro da subsidiária Finame (programa de financiamento do BNDES), como o índice de nacionalização.

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Guimarães acredita que o Modermaq vá impulsionar também o Finame tradicional – que é dirigido ao financiamento de máquinas, equipamentos, caminhões e ônibus – cujos desembolsos nos primeiros seis meses de 2004 chegaram a R$ 2,9 bilhões.