Com cenário incerto, petróleo bate novos recordes em Londres e Nova York

Explosão em refinaria nos EUA, proximidade do plebiscito na Venezuela e conflito entre milícias no Iraque levam barril a US$ 46

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SÃO PAULO – Pela primeira vez na história, o petróleo fechou acima do patamar de US$ 46 em Nova York e próximo aos US$ 45 dólares em Londres, após anúncio de explosão em uma refinaria da companhia britânica British Petroleum nos Estados Unidos.

Durante todo dia, o mercado futuro de petróleo seguiu tenso em relação à oferta da commodity, diante dos combates entre as milícias e as forças norte-americanas no Iraque e a proximidade do plebiscito na Venezuela, importante país exportador.

Uma explosão numa refinaria da British Petroleum no estado de Indiana, nos EUA, impulsionou ainda mais a cotação commodity. As preocupações com relação à oferta mundial aumentaram ainda mais, frente ao panorama de baixa capacidade ociosa da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). As dificulades fiscais da maior petrolífera russa, a Yukos, contribuíram para o pessimismo do pregão.

Petróleo fecha em patamares históricos

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 43,88
no pregão desta sexta-feira, com forte alta de 3,76% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho positivo
de hoje, o petróleo acumula ganhos de 9,62% em agosto.

Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 45,44%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
30,17 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em setembro de 2004, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 46,58 por barril, com avanço de 2,37% frente ao fechamento anterior.