Comentário Semanal – mercado fecha semana com bom desempenho

Mercado brasileiro como um todo apresentou bom desempenho no período: dólar e juros futuros caíram e bolsa subiu

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SÃO PAULO – Apesar do clima de cautela no mercado internacional em função da expressiva oscilação do preço do petróleo, o mercado brasileiro apresentou excelente desempenho na terceira semana de agosto, com os investidores positivamente influenciados pelos bons indicadores econômicos internos e, principalmente, pela vitória do governo no Supremo Tribunal Federal.

A boa performance do mercado acionário doméstico poderia ter sido melhor, não fosse o clima de cautela global com o barril do petróleo, que chegou a operar próximo ao patamar de US$ 50 o barril. Neste contexto, o Ibovespa registrou forte alta de 8,38%, enquanto o dólar e os juros futuros fecharam em queda e o risco país encerrou a semana no nível mais baixo desde o último mês de março.

Copom mantém juro

No cenário doméstico, a semana foi marcada pela reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e pela divulgação de diversos índices econômicos. A segunda prévia de agosto do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) registrou inflação de 0,62%, abaixo da variação positiva de 1,11% apurada na segunda medição de julho.

Ainda no âmbito econômico, a semana foi marcada pela reunião do Copom, que decidiu manter inalterada a taxa básica de juro da economia brasileira. Confirmando sua postura cautelosa, já esperada pelo mercado, a autoridade monetária anunciou que a Selic foi mantida em 16% ao ano, sem adoção de viés.

A decisão do Comitê foi baseada principalmente na oscilação do preço do petróleo e na perspectiva de elevação do juro dos Estados Unidos, embora a desaceleração da inflação local poderia possibilitar um corte no juro brasileiro.

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Judiciário aprova contribuição de inativos

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que aprovou a principal e mais polêmica medida na reforma da Previdência, trouxe otimismo ao mercado nesta semana, pois foi considerado como uma vitória do governo, além de garantir um maior equilíbrio à Previdência Social.

No entanto, o Supremo elevou o teto para as contribuições, o que faz com que a cobrança da contribuição de 11% seja feita apenas sobre a parte do salário superior a R$ 2.508,72. Como a contribuição dos inativos já é cobrada desde maio dos aposentados e pensionistas, o governo deverá restituir a cobrança realizada em desacordo com a decisão do STF.

Apesar disso, a vitória do governo no Supremo mantém uma perspectiva favorável para a continuidade do processo gradual de reformas estruturais no país e fortalece a credibilidade do governo brasileiro junto aos investidores globais, confirmada pelo relatório do banco JP Morgan, que acredita no aumento na classificação de risco do país.

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Mercado norte-americano teve boa performance

Com relação ao mercado norte-americano, as principais bolsas dos Estados Unidos encerraram a semana em alta de mais de três pontos percentuais, demonstrando um movimento de recuperação frente à expressiva queda da semana anterior.

Apesar de toda cautela dos investidores em função do aumento do preço do petróleo em Nova York, que deverá encarecer os custo com energia e conseqüentemente comprometer o crescimento da economia norte-americana, o CPI (Consumer Price Index) registrou deflação de 0,1%, abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam elevação dos preços em 0,2%.

O mercado de petróleo foi foco da semana e, apesar do preço do barril da commodity tipo Brent, negociado no mercado de Londres, ter fechado em queda de 0,77%, a forte oscilação do petróleo na semana gerou clima de cautela nos investidores internacionais. Os intensos combates na cidade iraquiana de Najaf impulsionaram a cotação do petróleo, que chegou próximo ao patamar de US$ 50,00 em Nova York no decorrer da semana.

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Dólar e juros futuros caíram

Mesmo com a forte oscilação do petróleo na semana, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,79% cotada a R$ 2,966. Esta baixa foi pressionada pelo cenário interno mais otimista e aos comentário do JP Morgan, apoiando a elevação do rating do Brasil por agências de classificação de risco.

No mercado de juros futuros a tendência foi de queda. Assim, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2005, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 16,62% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 16,71% no início da semana. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 15,85%, configurando queda frente à taxa registrada na semana anterior.

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O Ibovespa, por sua vez, acumulou altas durante a semana, com os investidores otimistas em função da vitória do governo no STF e o bom desempenho de Wall Street. Dessa maneira, o índice Bovespa acumulou alta de 8,38% na semana, atingindo 23.195 pontos.

Ata do Copom e indicadores serão destaques

A quarta semana de agosto será marcada, no Brasil, pela divulgação da ata do Copom, além de diversos indicadores econômicos, como o IPC (Índice de Preços do Consumidor) da Fipe referente à terceira quadrissemana de agosto, a Pesquisa Industrial Mensal do Emprego e Salário e o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola ambos apurados pelo IBGE.

Nos Estados Unidos, o destaque fica para : Existing Home Sales , Durable Orders, New Home Sales, Initial Claims, Existing Home Sales , Chain Deflator , GDP e -Michigan Sentiment.