Standard & Poor´s eleva rating da Venezuela, após vitória do “sim” a Chávez

Além da redução da instabilidade política, melhora das contas externas e escalada do petróleo foram cruciais para decisão

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SÃO PAULO – Uma das agências de classificação de risco mais respeitadas do mundo, a Standard & Poor´s, anunciou a elevação do rating de longo prazo em moeda local e estrangeira da Venezuela de “B-” para “B”. Além disso, a agência também elevou o rating de curto prazo de “C” para “B”.

Em nota divulgada em seu portal, a S&P indicou os fatos que favoreceram a melhora das perspectivas de crédito para o país sul-americano. De acordo com a analista, Richard Francis, a elevação é reflexo da diminuição da instabilidade política interna, que colaborou para a melhora dos indicadores externos, com destaque para o superávit em conta corrente, boa reserva monetária internacional e diminuição da vulnerabilidade externa.

Vitória de Chávez e superávit

Este cenário foi acompanhado pela vitória do presidente Hugo Chávez no referendo de semana passada, resultado confirmado por auditorias independentes, que indica um cenário de maior estabilidade política, apesar da polarização política acentuada. O analista também ressalta que os indicadores externos evoluíram substancialmente nos últimos dois anos.

A S&P também destaca as reservas internacionais estimadas em cerca de R$ 21 bilhões no último dia 24 de agosto, com possibilidade de aumento se os altos preços do petróleo persistirem. Este cenário é atribuído não apenas ao petróleo, mas também resultado das medidas de controle de capital iniciadas no inicio de 2003.

Deste modo, há boas perspectivas de que o setor público pode registrar superávit nas contas até o final deste ano. Este ponto é uma indicação crucial da melhora substancial da liquidez venezuelana nos últimos dois anos tanto no setor público e privado.

Existem perspectivas de melhora, diz S&P

Contudo, o analista da S&P reitera que a melhora da austeridade fiscal venezuelana e o bom desempenho do setor petrolífero são primordiais para melhorar mais ainda o rating do terceiro maior exportador da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

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Em suma, apesar da diminuição da instabilidade política local com resultado do referendo e diminuição da vulnerabilidade externa, uma disciplina fiscal maior somado ao setor de petróleo podem melhorar ainda mais a classificação de crédito do país.

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