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SÃO PAULO – Seguindo a mesma tendência registrada nas operações de crédito aos consumidores, a inadimplência entre as empresas em julho também permaneceu praticamente estável frente ao registrado em junho.
Os dados foram constatados pelo último relatório mensal do Banco Central publicado nesta segunda-feira, dia 30 de agosto, que apontou estabilidade da inadimplência na comparação com junho deste ano, e queda de 1,4 ponto percentual na comparação anual com julho de 2003.
Dessa maneira, a inadimplência entre as empresas permaneceu em 3,4% em julho deste ano, contra 5,0% no mesmo período do ano passado.
Inadimplência caiu no ano
Também houve queda no acumulado do ano, já que a taxa de inadimplência em janeiro foi de 3,9%, ou meio ponto percentual acima da registrada em julho. Contudo, o maior nível de 2004 foi registrado em fevereiro, quando a inadimplência alcançou 4,5%.
Em termos totais, cerca de 1,9% das operações de crédito para pessoa jurídica estavam com atraso superior a 90 dias em julho, contra 2,0% em junho e 2,8% no sétimo mês de 2003. A parcela de operações em atraso de 15 a 90 dias, por sua vez, foi de 1,5% em julho, ligeiramente acima da registrada em junho (1,4%), mas abaixo da registrada no mesmo mês em 2003 (2,2%).
Hot money lidera queda
Considerando-se as diversas modalidades de crédito oferecidas às empresas, a inadimplência que teve a maior queda foi a de hot money, nos 90 dias. Enquanto em junho a inadimplência da modalidade era de 20,9%, no mês de julho essa taxa caiu para 1,8%.
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Por sua vez, a menor inadimplência foi registrada nas operações de repasses externos entre 15 e 90 dias, onde a taxa de atrasos foi de 0,1% do total de créditos concedidos em julho, ou seja, praticamente não foi registrada inadimplência nessa modalidade.