Dólar volta a fechar em leve alta, impulsionado pela formação da Ptax

Vencimento de dívida pública impulsiona o dólar comercial no final desta sessão; mercado externo teve dia mais calmo

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SÃO PAULO – Revertendo a tendência do início da sessão, a moeda norte-americana fechou em leve alta nesta terça-feira, impulsionada principalmente por credores interessados em interferir na formação da Ptax.

No início da sessão, o comportamento da divisa foi influenciado pela ligeira melhora no cenário externo. O preço do petróleo recuou das máximas dos últimos dias e as bolsas nos Estados Unidos e na Europa fecharam em alta, contudo, analistas afirmam que esta melhora está longe de representar uma tendência.

Reunião do Copom é destaque

O Copom, Comitê de Política Monetária, tem nesta terça-feira a primeira etapa da sua reunião, na qual decidirá sobre os rumos da política monetária do Brasil.

A maior parte dos analistas não acredita em um corte da taxa básica de juro brasileira, uma vez que a análise dos bons indicadores referentes à economia norte-americana ampliam a perspectiva de uma elevação do juro norte-americano no mês de junho, por parte do Federal Reserve, o que pode causar uma fuga de capitais das economias emergentes, como o Brasil.

Vale destacar que a expectativa de que o juro dos EUA suba eleva a perspectiva de que o Copom (Comitê de Política Monetária) mantenha a Selic em 16,0% ao ano, temendo que a disparada do dólar e a forte alta no petróleo possam ocasionar uma pressão inflacionária.

Formação da Ptax impulsionou alta

A leve alta apresentada pelo dólar no final da sessão desta terça-feira também pode ser explicada como uma função da pressão para a formação da Ptax, que será utilizada para saldar a dívida pública do governo que vencerá na próxima quinta-feira.

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Dólar fecha em leve alta

Desta maneira, o dólar comercial fechou cotado a R$ 3,1290 na compra e R$ 3,1300
na venda, alta de 0,16% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0760, representando um deságio de 1,69%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 6,79% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,86%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 3.148,
alta de 0,19% em relação ao fechamento
de R$ 3.142
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em alta de 0,22%,
atingindo R$ 3.188 frente à R$ 3.181 do fechamento de ontem.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,60% para agosto de 2004, queda de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 2,87%, queda de 0,12 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.