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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, atingiu um novo marco em seu esforço para perdoar empréstimos estudantis, com o número total de servidores públicos que receberam alívio ultrapassando 1 milhão desde que ele assumiu o cargo. A administração anunciou nesta quinta-feira (17) que aprovou US$ 4,5 bilhões em cancelamento de dívidas estudantis para cerca de 60.000 trabalhadores.
Embora desafios legais tenham deixado outros programas de alívio da dívida em suspenso, esses mutuários se beneficiaram das reformas no programa de perdão de empréstimos para servidores públicos, que anteriormente sofria com má gestão e baixas taxas de aprovação.
“Servidores públicos viram suas solicitações serem vítimas de tecnicalidades nas entrelinhas, burocracia, erros contábeis e uma parede de indiferença da administração Trump”, disse o secretário de Educação, Miguel Cardona, a jornalistas. “O processo foi corrigido e continuará a fornecer perdão a servidores públicos por muitos anos.”
Mais de US$ 73 bilhões em empréstimos foram perdoados através da iniciativa de 2007 sob a gestão Biden, segundo um comunicado à imprensa do Departamento de Educação. Os devedores elegíveis para a mais recente rodada de alívio devem ver suas dívidas canceladas nos próximos dias e semanas.
Reduzir o peso da dívida estudantil foi uma promessa chave da campanha de Biden em 2020, mas ele enfrentou vários obstáculos legais após assumir o cargo. A Suprema Corte rejeitou, no ano passado, sua proposta de perdoar dívidas de mais de 40 milhões de pessoas, e a alternativa do presidente foi recentemente bloqueada em tribunal federal — ao menos temporariamente.
Outra iniciativa, chamada “plano SAVE”, também foi temporariamente interrompida por um tribunal de apelação federal em agosto. Essa proposta era um plano de pagamento baseado na renda, que permitiria a alguns mutuários de baixa renda fazer pagamentos mensais de zero dólar e cancelaria a dívida após 10 anos de reembolso.
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Desafios legais podem se estender além das eleições presidenciais de novembro. O vencedor — o ex-presidente Donald Trump ou a vice-presidente Kamala Harris — poderá decidir o destino de tais programas, uma vez que seu governo teria o poder de defender ou desfazer os esforços.
“Continuarei nosso trabalho para reduzir os custos, tornar a educação superior mais acessível e aliviar o peso da dívida estudantil”, disse Harris, a candidata democrata, em um comunicado divulgado na quinta-feira. “Estou totalmente comprometida em fazer o que for necessário para construir uma economia que funcione para todos os americanos.”
Trump, o candidato republicano, criticou os esforços da administração para perdoar a dívida estudantil, mas não detalhou planos para lidar com os empréstimos existentes.