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SÃO PAULO – O petróleo opera novamente em queda nesta segunda-feira, após o anúncio do aumento nos estoques da commodity nos EUA e a elevação nas cotas de produção da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Petróleo deve ser tema de destaque em reunião do G8
A alta no preço do petróleo é um dos principais temas que serão debatidos na reunião de cúpula do G8 (grupo das sete nações mais ricas do mundo mais a Rússia), que começa nesta terça-feira nos Estados Unidos.
Há cerca de 15 dias, os países mais ricos pediram que os produtores de petróleo aumentassem a produção e trouxessem o preço do barril a níveis “compatíveis”, pois temem que a alta do produto comprometa o crescimento da economia global.
Hedge Funds são os que mais lucram
Os hedge funds são os que mais estão lucrando com a alta na cotação da commodity. Devido à alta dos preços, quem apostou, neste último mês, na alta dos preços do produto acumulou ganhos significativos. Os hedge funds macro e de futuros administrados, que optaram por posições compradas (que se beneficiam com a alta das cotações) em derivativos de petróleo, obtiveram retornos na casa de um dígito, de acordo com observadores do setor.
No entanto, muitos dos envolvidos em hedge funds apontaram que o setor não é o único responsável pela pressão nos preços dos EUA. Investidores especulativos foram acusados de acrescentar até US$ 10 ao preço do petróleo, ainda que suas posições compradas líquidas (que medem a extensão de suas apostas em uma alta de preços) respondessem por menos de 10% do interesse aberto total em contratos futuros de petróleo cru registrado na Nymex.
Brent opera em baixa
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 35,20
nesta segunda-feira, baixa de 1,32% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho negativo de hoje, o petróleo acumula forte baixa de 3,83% neste mês de junho. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 16,67%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 30,17 por barril em Londres.
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O contrato com vencimento em julho de 2004, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 38,04 por barril, configurando uma baixa de 1,17% frente ao fechamento anterior.