Publicidade
SÃO PAULO – Em meio às diversas apostas do mercado sobre o rumo que deverá ser dado à política monetária norte-americana a partir deste mês, o chairman do Federal Reserve, Alan Greenspan, antecipou que a velocidade do aumento do juro do país dependerá, essencialmente, do ritmo de elevação dos preços locais.
A mensagem foi passada por meio de um texto divulgado pelo Fed nesta manhã em Washington, nos Estados Unidos. Vale destacar que Greenspan participará nesta tarde de uma conferência com banqueiros em Londres, de modo que o mercado deverá continuar atento a novos pronunciamentos do chairman.
Fed está preparado para acelerar alta do juro
A principal idéia transmitida pela “pré-apresentação” de Alan Greenspan em Londres é de que a autoridade monetária ainda acredita que seja possível uma elevação gradual da taxa básica de juro dos Estados Unidos nos próximos meses, já que a inflação, tanto ao consumidor quanto ao atacado, segue dentro de patamares aceitáveis.
Contudo, Greenspan não poupou palavras para enfatizar que sua principal preocupação é a estabilidade dos preços norte-americanos, o que quer dizer que, se estes iniciarem uma trajetória de maior alta, fugindo de patamares considerados “normais”, o Fed está pronto para também acelerar a elevação dos Fed Funds.
Vale destacar que a autoridade monetária norte-americana vem mantendo o juro do país no patamar de 1,0% ao ano, o menor em quatro décadas, desde junho de 2003, aguardando sinais mais claros de uma recuperação sólida da economia dos Estados Unidos. Considerando que estes sinais já vêm sendo dados, grande parte do mercado já espera uma elevação de 25 pontos base dos Fed Funds neste mês.
Recentes indicadores evidenciam melhora da economia
Neste sentido, as apostas de uma elevação do juro norte-americano foram ampliadas sobretudo após a divulgação, na sexta-feira, do Relatório do Emprego referente a maio, que indicou que a situação do mercado de trabalho norte-americano apresentou uma melhora mais acentuada que o esperado pelos analistas.
Continua depois da publicidade
Dessa maneira, a taxa de desemprego ficou em 5,6%, em linha com as expectativas e no mesmo patamar verificado no mês anterior. Já o número de postos de trabalho criados, ou nonfarm payrolls, foi de 248 mil, ficando acima das expectativas, que apontavam para a criação de 225 mil postos de trabalho. Em abril, foram criados 346 mil postos de trabalho, de acordo com o índice revisado.
Vale lembrar que os índices de produção industrial e atividade econômica como um todo também vêm apontando para uma melhora da economia dos Estados Unidos, o que deve ser levado em conta pela autoridade monetária em sua próxima reunião.