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SÃO PAULO – A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) manteve, nesta segunda-feira (14/06) sua projeção de inflação, de 0,50%, para o fechamento do mês de junho, na cidade de São Paulo.
A divulgação da alta de 0,77% registrada na inflação da primeira quadrissemana de junho no município não foi tida como fator significativo capaz de alterar a projeção da Fipe.
“Inflação artificial” não preocupa Fipe
De acordo com o coordenador do IPC, Paulo Picchetti, apesar dessa taxa da quadrissemana ter fechado no teto das expectativas do mercado, não há razão para rever projeções. Isso porque, segundo Picchetti, grande parte dessa alta deve-se a uma “inflação artificial” gerada, sobretudo, pelo grupo transportes.
O segmento no fechamento de maio apresentou variação de 0,59%, enquanto na primeira quadrissemana foi registrada alta de 1,51%, graças a reajustes no preço da tarifa de ônibus. No feriado de 1° de maio, a prefeitura de São Paulo havia promovido a redução da passagem de R$ 1,70 para R$ 1.
Combustíveis devem puxar alta da inflação em junho
No começo do mês, a Fipe já havia previsto que os principais prováveis responsáveis pela inflação de junho deveriam ser os combustíveis. O aumento de 1,5% no preço da gasolina e de 12% no álcool pode contribuir com 0,10 ponto percentual no índice do mês.
“A grande incógnita do mês é a gasolina. O preço do petróleo no mercado internacional vai ter continuidade e a Petrobras pode promover aumento mais forte no preço do produto, o que mudaria o cenário para a inflação”, admitiu Picchetti.