Em dia de destaque para cenário doméstico, dólar fecha em queda

Os investidores analisaram o mandato de emissão soberana do Banco Central, além do IGP-10 e a votação do salário mínimo

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SÃO PAULO – Em dia de foco no cenário doméstico, a moeda norte-americana fechou em queda, refletindo principalmente a confirmação de uma captação externa pelo Banco Central.

Na sessão, o comportamento do dólar também foi afetado pelas perspectivas trazidas no relatório Focus, a inflação medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) de junho e a votação do salário mínimo.

Inflação deve subir, revela Focus

Foi divulgado no início desta sessão o IGP-10 medido pela Fundação Getúlio Vargas, o qual registrou aumento dos preços da ordem de 1,50% no mês de junho, acima da alta de 1,24% registrada no mês anterior.

Ainda sobre inflação, o relatório Focus revelou que grande parte do mercado está apostando em uma maior alta dos principais índices de preços do país. Neste sentido, é interessante notar que houve um aumento das projeções tanto para a inflação no atacado quanto no varejo.

Mandato para emissão de bônus pelo BC foi destaque

O mercado de câmbio foi principalmente afetado pela confirmação de que o Banco Central fará uma nova captação através da emissão de títulos da dívida externa. Para coordenar esta captação, o BC contratou dois bancos estrangeiros, o Goldman Sachs e o Merrill Lynch.

No entanto, o BC ainda não informou quando a operação será concluída e nem o volume a ser emitido. Há rumores no mercado de que o valor deve ser pequeno, cerca de US$ 750 milhões, com bônus de 5 anos.
Apesar do otimismo com a segunda emissão brasileira do ano, os investidores voltavam a citar cautela com relação ao andamento da votação da medida provisória do salário mínimo, que volta à Câmara dos Deputados nesta terça-feira.

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Dólar fecha em queda

Desta maneira, o dólar comercial fechou cotado a R$ 3,1330 na compra e R$ 3,1340
na venda, baixa de 0,22% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1970, representando um ágio de 2,04%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,72% em junho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,99%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
encerrou o dia cotado a R$ 3.144,
baixa de 0,32% em relação ao fechamento
de R$ 3.154
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em baixa de 0,29%,
atingindo R$ 3.185 frente
à R$ 3.194 do fechamento de
sexta-feira.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,74% para outubro de 2004, queda de 0,15 ponto percentual em relação ao fechamento anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 2,18%, queda de 0,11 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.