Ibovespa Futuro abre em queda, enquanto investidores aguardam sabatina de Galípolo

Mercado exterior acompanha escalada de conflitos no Oriente Médio após novos bombardeiros no fim de semana

Equipe InfoMoney

Publicidade

O Ibovespa futuro abre em queda, com as atenções nesta terça-feira sobre a sabatina de Gabriel Galípolo, indicado pelo governo à presidência do Banco Central, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Galípolo será sabatinado pela comissão a partir das 10h, e deve ter indicação avaliada pelo plenário da Casa na parte da tarde.

Atual diretor de Política Monetária da autarquia, ele deve ser questionado sobre a independência que terá em relação ao governo federal. Falas recentes de Galípolo foram lidas por analistas de mercado como posicionamentos mais duros para a condução da política monetária.

A sabatina acontece em um momento de aperto monetário — em setembro, o BC elevou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, a 10,75% ao ano, em decisão unânime da diretoria.

Ainda na cena nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de cerimônia de sanção do projeto de lei do Combustível do Futuro.

No exterior, a falta de detalhes sobre o esperado estímulo fiscal da China pesava sobre os mercados acionários, que está ainda de olho na ampliação do conflito no Oriente Médio e o provável ritmo de corte de juros pelo Federal Reserve após dados fortes de emprego nos Estados Unidos na sexta-feira.

Continua depois da publicidade

Às 9h10 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em outubro caía 0,78%, aos 131.320 pontos.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro operava com valorização de 0,13%, S&P500 caía 0,38% e Nasdaq Futuro recuava 0,46%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

Às 9h05, o dólar à vista subia 0,32%, a R$ 5,503 na compra e R$ 5,504 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento DOLc1 tinha alta de 0,05%, a R$ 5,516.

Os preços do petróleo apresenta queda nas primeiras negociações, após altas no dia anterior. Ontem, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta pelo quinto dia consecutivo nesta segunda-feira, 7, saltando mais de 3% e levando o Brent a superar a marca de US$ 80 o barril pela primeira vez desde agosto deste ano.

As cotações do minério foram retomadas na China nesta terça-feira. A commodity apresentou queda, também levada pelo sentimento negativo que dominou as negociações após anúncios menos detalhados que o esperado.

Nos mercados da Ásia-Pacífico encerraram a sessão em queda, com exceção da bolsa de Shangai. As negociações na China foram retomadas nesta terça-feira e, apesar de alta na bolsa de Shangai, pode ter demonstrado que o rali pelos estímulos anunciados pelo Governo perdeu força. De acordo com analistas, a coletiva da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma no país teria fornecido pouco dos esperados detalhes sobre próximos estímulos e isso teria frustrado negociações.