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SÃO PAULO – As empresas estão atrasando menos o pagamento dos seus empréstimos. Pelo menos é o que constatou o último relatório mensal do Banco Central publicado nesta terça-feira, dia 27, que apontou uma queda na inadimplência de dezembro tanto com relação a novembro, como em uma base anual frente a dezembro de 2002.
Esta foi a terceira queda consecutiva da inadimplência nos empréstimos para empresas, que teria atingido seu nível mais alto nos últimos 12 meses em julho do ano passado, quando estava em 5,0%.
Inadimplência subiu em relação a 2002
Depois de atingir 4,9% em setembro, a inadimplência nos empréstimos para empresas caiu para 4,1% em dezembro de 2003. Contudo, na comparação anual constatou-se um aumento da inadimplência, que, em dezembro do ano passado, estava em 3,8% do total de empréstimos concedidos.
Apesar da significativa melhora na segunda metade do ano, a média da taxa de inadimplência durante o ano de 2003 foi de 4,6% ligeiramente superior à média registrada em 2002 que foi de 4,5%.
Em termos totais, cerca de 2,3% das operações de crédito para pessoa física estão com atraso superior a 90 dias frente a 1,9% em dezembro do ano passado. Por outro lado, as operações em atraso de 15 a 90 dias representam cerca de 1,8% do total de empréstimos à pessoa física, ligeiramente abaixo dos 1,9% apurados no mesmo período do ano passado.
Inadimplência no hot money disparou
Por sua vez, entre as empresas a inadimplência é maior nas operações de hot money, onde 26,6% das operações estão com atraso, sendo que 8,0% das operações estão com atraso de mais de 90 dias, enquanto 18,8% das operações estão com atraso de 15 a 90 dias.
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Apesar das operações de hot money em geral registrarem maior taxa de inadimplência, a taxa de dezembro foi atípica. A forte elevação da inadimplência desta carteira se verifica tanto na comparação anual, já que em dezembro de 2002 a taxa de inadimplência destas operações era de 10,7%, como na comparação com o mês anterior, quando a taxa de inadimplência era de 10,5%.
Inadimplência foi mais baixa nos ACCs e repasses
Dentre as demais operações de financiamento de curto prazo, não houve uma tendência única na comparação anual, com algumas taxas subindo e outras caindo.
Assim, depois do hot money a maior elevação na inadimplência aconteceu nas operações de desconto de promissória, cuja taxa de atraso subiu de 3,1% para 5,1% na comparação entre dezembro deste ano e o mesmo mês no ano passado. Ainda que de forma menos acentuada, a inadimplência também avançou nas operações de capital de giro, subindo de 5,6% para 6,1% na comparação de dezembro a dezembro. Nas demais linhas de curto prazo, como as operações de conta garantida e desconto de duplicatas a inadimplência caiu para, respectivamente, 2,1% e 4,6%.
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Os menores índices de inadimplência entre empresas foram registrados nas operações de adiantamento de contrato de câmbio e repasse externo, onde apenas 1,9% das operações apresentavam algum tipo de atraso.