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SÃO PAULO – A inadimplência das pessoas jurídicas em 2003 registrou patamares elevados, de acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência, divulgado nesta terça-feira, dia 27 de janeiro. O calote das empresas, inclusive, puxou para cima a inadimplência total (pessoa física + jurídica) registrada pela pesquisa.
Ao contrário dos consumidores, empresas devem mais
De janeiro a dezembro de 2003 a inadimplência das empresas subiu 10,9% em comparação a 2002, que registrou variação positiva de 5,2% em relação a 2001. O principal motivo para o aumento do calote das empresas se deveu aos juros elevados e baixa atividade econômica, fatores que inviabilizaram a pontualidade nos pagamentos junto aos fornecedores.
Já a inadimplência total, apesar de ter subido 5,5% em 2003 ante 2002, que registrou elevação de 19,3% em relação a 2001, apresentou queda em seu ritmo de crescimento no ano passado. No que se refere à inadimplência dos consumidores, houve aumento de 5,2% em 2003 sobre 2002 e de 23,9% na relação 2002/2001, denotando também desaceleração de alta.
Empresas possuem mais títulos protestados
Em termos de representatividade, os títulos protestados de pessoa jurídica aparecem em primeiro lugar, correspondendo a 48% do indicador em 2003, percentual idêntico ao de dezembro de 2002, e levemente inferior ao de 2001, de 49%. Os cheques sem fundos estão em segundo lugar em termos de representatividade. No mês de dezembro representaram 37% do total do indicador, mesmo percentual de 2002, frente à participação de 38% verificada em setembro de 2001.
A terceira maior participação no indicador manteve-se com o sistema financeiro (bancos) em dezembro. Em dezembro de 2003, a participação foi igual a 15% do total do indicador, mesmo percentual verificado em dezembro de 2002. Em 2001, a participação dos bancos no Indicador Serasa de Inadimplência foi de 13%.
Finalmente, no que se refere ao valor médio das anotações negativas em dezembro de 2003, os valores foram de R$ 1.004 no caso dos cheques sem fundos, R$ 1.289 nos títulos protestados e R$ 2.964 nos registros do sistema financeiro.
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Inadimplência deve subir no início do ano
A Serasa estima ainda que mesmo com uma provável recuperação da atividade econômica no primeiro semestre de 2004, a inadimplência, no geral, deve aumentar nos primeiros meses, a exemplo do que ocorre todos os anos. O motivo principal é o alongamento de prazos no crédito no final de 2003.
O Indicador Serasa de Inadimplência inclui todas as modalidades de inadimplência existentes na economia brasileira, como cheques sem fundos, protestos de títulos e dívidas com bancos, varejistas, cartões de crédito e financeiras.