Analisando G-7 e mercado de trabalho, bolsas dos EUA abrem sem tendência clara

A taxa de desemprego teve leve queda, mas o número de novos postos de trabalho criados foi menor que esperado em janeiro

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SÃO PAULO – As bolsas norte-americanas iniciaram a sessão dessa sexta-feira sem tendência definida, com as atenções dos investidores voltadas para os indicadores referentes ao mercado de trabalho no mês de janeiro. O início da reunião do G-7 também é aguardado com ansiedade pelos investidores.

Novos postos crescem menos que o esperado

Assim o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou nesta sexta-feira o Employment Report referente ao mês de janeiro, com destaque para os índices relativos à taxa de desemprego e à variação do número de postos de trabalho.

A taxa de desemprego veio levemente abaixo do esperado pelo mercado, que apontava para 5,7%, atingindo 5,6% no mês em questão, enquanto a taxa do mês de dezembro havia ficado em 5,7%.

Já o número de empregos gerados na economia, excetuando-se agricultura e pecuária, ou nonfarm payrolls, registrou um patamar de 112 mil em janeiro, ficando bem abaixo dos 165 mil esperados. Em dezembro, o índice revisado registrou 16 mil novos postos de trabalho. Esse número representa o sexto mês seguindo de aumento na criação de novos postos de trabalho, apesar de terem vindo abaixo das expectativas.

No campo corporativo, o destaque fica para a empresa de tecnologia Electronic Data Systems (EDS), que anunciou um prejuízo líquido de US$ 0,74 por ação no quarto trimestre de 2003, frente a um lucro líquido de US$ 0,75 no mesmo período do ano anterior.

Reunião do G-7 é aguardada com ansiedade

A reunião do G-7, grupo composto pelos Estados Unidos, Japão, Canadá, Itália, França, Alemanha e Inglaterra, irá se reunir neste final de semana na Flórida, devendo ter como principal questão a trajetória de baixa do dólar frente às principais moedas internacionais, o que tem prejudicado a recuperação de muitas economias mundiais, especialmente a européia e a japonesa.

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Analistas acreditam que existem muitos interesses divergentes para que haja um consenso frente à questão cambial. Os Estados Unidos não parecem estar preocupados com tal conjuntura, uma vez que a desvalorização de sua moeda deve sustentar seu crescimento de curto prazo, o que é bem visto pelo governo em um ano de eleição. Do outro lado, japoneses e europeus irão fazer forte pressão para a contenção da desvalorização da moeda norte-americana.

Bolsas abrem sem tendência definida nos EUA


O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta alta de 0,54% e atinge 2.031 pontos e
o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, abre em alta de 0,08% atingindo 10.491 pontos.

Por outro lado, o que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em queda 0,04% o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, atingindo 10.491 pontos.

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No pregão de quinta-feira o índice Nasdaq Composite fechou em leve valorização de 0,27% atingindo 2.020 pontos,
o Dow Jones fechou em alta a 10.496 pontos e o
índice S&P 500 fechou em leve alta de 0,18% chegando a 1.129 pontos.


%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nasdaq C +0,54 2.031 -2,27 +1,36
S&P 500 +0,08 1.130 +0,28 +1,58
Dow Jones -0,04 10.491 -0,36 +0,35