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SÃO PAULO – Seguindo a estratégia adotada no último ano, de participar de forma mais ativa em outros segmentos da economia, que vão além da concessão de financiamento imobiliário, a Caixa Econômica anunciou que pretende aumentar o volume de empréstimos concedidos para empresas durante o ano de 2004.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira, dia 06 de fevereiro, pelo presidente da instituição, Jorge Mattoso, durante uma palestra organizada na Fecomercio-RJ.
Quase o dobro frente a 2002
Segundo Mattoso, neste ano a instituição pretende destinar o equivalente a R$ 9 bilhões em empréstimos para pessoas jurídicas. Para se ter uma idéia da magnitude dos empréstimos, a Caixa anunciou no final do ano passado que pretende destinar o equivalente a R$ 10 bilhões para os setores de habitação e saneamento durante 2004.
O montante é cerca de 60% superior ao volume concedido no ano passado, que foi de R$ 5,5 bilhões. Em 2003, o volume de concessões já havia aumentado 19% em relação ao volume de 2002, quando foram concedidos R$ 4,62 bilhões. Assim, caso as projeções para 2004 se confirmem, a Caixa terá praticamente dobrado o volume de concessões desde 2002.
Comércio deve ficar com 25%
Ao aumentar o volume de crédito para empresas, a Caixa pretende contribuir para a geração de empregos e retomada das vendas e da produção. Em termos setoriais, a instituição deve destinar cerca de 25% dos recursos para o setor comércio, percentual que se mantém constante em relação a 2003.
No que refere às empresas varejistas do setor de material de construção, a expectativa é de que o volume de concessões através do Construcard aumente 13% em relação ao registrado no ano passado, quando foram liberados R$ 500 milhões.
Apostando na queda da Selic
A instituição, segundo Mattoso, estaria apostando em novos cortes da taxa básica da economia, a Selic, durante o ano de 2004, o que justificaria o maior foco na concessão de empréstimos para empresas.
No ano passado, a Selic caiu 10 pontos percentuais, e neste ano a maioria dos economistas projeta que a taxa deve encerrar 2004 em 13,5% ao ano.