Submarino nuclear chinês afundou neste ano, diz autoridade dos EUA

Segundo a fonte, não está claro o que causou o naufrágio ou se o veículo possuía combustível nuclear a bordo

Reuters

Imagem de satélite do Planet Labs de junho mostram o que parecem guindastes no estaleiro Wuchang em Wuhan Shi, China
15/06/2024
Planet Labs Inc/Divulgação via REUTERS
Imagem de satélite do Planet Labs de junho mostram o que parecem guindastes no estaleiro Wuchang em Wuhan Shi, China 15/06/2024 Planet Labs Inc/Divulgação via REUTERS

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O mais novo submarino nuclear chinês afundou neste ano, afirmou nesta quinta-feira (26) uma autoridade de Defesa dos Estados Unidos, mencionando um evento potencialmente vergonhoso para Pequim, que busca expandir sua capacidade militar.

A China já possui a maior marinha do mundo, com mais de 370 embarcações, e está investindo na produção de uma nova geração de submarinos nucleares.

A autoridade, que não quis ser identificada, disse que o novo submarino de ataque afundou ao lado de um píer entre maio e junho.

Segundo a fonte, não está claro o que causou o naufrágio ou se o veículo possuía combustível nuclear a bordo.

“Além das perguntas óbvias sobre os padrões de treinamento e a qualidade do equipamento, o incidente levanta dúvidas mais profundas sobre a responsabilização interna do PLA e sua supervisão sobre a indústria chinesa da Defesa, que sofre com a corrupção há muito tempo,” afirmou a autoridade, referindo-se à sigla em inglês para o Exército de Libertação Popular chinês.

“Não causa surpresa que a Marinha do PLA tente esconder” o naufrágio, acrescentou.

A embaixada chinesa em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o caso. A notícia foi divulgada primeiramente pelo The Wall Street Journal.

Uma série de imagens de satélite da Planet Labs feitas em junho aparentemente mostra guindastes no estaleiro de Wuchang, onde o submarino estaria atracado.

Em 2022, a China tinha seis submarinos nucleares balísticos, seis submarinos nucleares de ataque e 48 submarinos de ataque a diesel, segundo um relatório do Pentágono.

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Essa frota deve subir para 65 em 2025 e 80 até 2035, afirmou o Departamento de Defesa dos EUA.