Inadimplência entre empresas caiu para 3,9% em janeiro, segundo BC

Esta foi a 4ª queda seguida da inadimplência das empresas; na comparação anual, a queda foi de 0,10 ponto percentual

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SÃO PAULO – Ao contrário do que aconteceu com os consumidores, as empresas estão atrasando menos o pagamento dos seus empréstimos. Pelo menos é o que constatou o último relatório mensal do Banco Central publicado na sexta-feira, dia 20 de fevereiro, que apontou uma queda na inadimplência de janeiro tanto com relação a dezembro, como em uma base anual frente a janeiro de 2003.

Esta foi a quarta queda consecutiva da inadimplência nos empréstimos para empresas, que teria atingido seu nível mais alto nos últimos 12 meses em julho do ano passado, quando estava em 5,0%.

Inadimplência caiu em relação a 2003

Depois de atingir 4,9% em setembro, a inadimplência nos empréstimos para empresas caiu para 3,9% no primeiro mês deste ano. Também houve recuo na comparação anual, uma vez que em janeiro do ano passado a inadimplência estava em 4,0% do total de empréstimos concedidos. A inadimplência de janeiro também ficou abaixo da taxa média registrada no ano passado, que foi 4,6%.

Em termos totais, cerca de 2,2% das operações de crédito para pessoa jurídica estão com atraso superior a 90 dias, percentual que ficou estável em relação a dezembro do ano passado. Por outro lado, as operações em atraso de 15 a 90 dias, representam cerca de 1,7% do total de empréstimos a pessoa jurídica, ligeiramente abaixo dos 1,9% apurados no mesmo período do ano passado.

Inadimplência no hot money foi mais alta

Por sua vez, entre as empresas a inadimplência é maior nas operações de hot money, onde 25,4% das operações estão com atraso, sendo que 7,5% das operações estão com atraso de mais de 90 dias, enquanto 17,9% das operações estão com atraso de 15 a 90 dias. Na comparação mensal, houve uma ligeira queda, já que em dezembro 26,5% destas operações estavam em atraso.

Contudo, quando consideramos a comparação anual, podemos constatar uma expressiva elevação, visto que em janeiro do ano passado a inadimplência das operações de hot money era de 11,1%. Desde então foi registrada uma expansão da taxa de inadimplência desta carteira.

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Inadimplência foi mais baixa nos repasses e ACCs

Dentre as demais operações de financiamento de curto prazo, não houve uma tendência única na comparação anual, com algumas taxas subindo e outras caindo. No caso das operações de capital de giro, houve uma ligeira queda da inadimplência na comparação anual, com a taxa passando de 5,8% para 5,7% em janeiro.

Enquanto isso, nas operações de desconto de promissória, a tendência foi contrária, com a inadimplência passando de 3,5% em janeiro do ano passado para 6,0% no mesmo mês deste ano. Por outro lado, a inadimplência das operações de desconto de duplicata caiu de 5,5% para 4,9% na comparação entre janeiro deste ano e janeiro de 2003.

Os menores índices de inadimplência entre empresas foram registrados nas operações de repasse externo e adiantamento de contrato de câmbio, onde apenas 1,4% e 1,9% das operações apresentavam algum tipo de atraso.