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SÃO PAULO – Em uma semana mais curta em função do feriado do Carnaval, o mercado brasileiro como um todo apresentou um bom desempenho, com maior estabilidade política, após as turbulências verificadas na semana anterior. O destaque ficou com a divulgação da ata do Copom e a divulgação de diversos indicadores de inflação.
Ainda no campo econômico, vale ainda salientar a divulgação dos dados referentes ao crescimento da economia brasileira, além das contas fiscais referentes a janeiro e o novo pronunciamento do presidente do Fed norte-americano, Alan Greenspan.
Ata do Copom e inflação em foco
Seguindo a tendência da Ata anterior, o documento referente à reunião do Copom do mês de fevereiro revelou mais uma vez a cautela da autoridade monetária com relação aos juros, considerando a probabilidade concreta de a inflação se desviar da trajetória de metas ao longo do ano. Além disso, cabe salientar que o diagnóstico sobre a atividade econômica brasileira permaneceu favorável, com aposta em recuperação do consumo.
Os indicadores de inflação desta semana, portanto, foram bastante observados pelo mercado. O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) para o mês de fevereiro mostrou uma desaceleração ao apresentar uma inflação de 0,69%, inferior à alta de 0,88% medida no mês de janeiro. Apesar disso, as expectativas do mercado apontavam para alta de apenas 0,50%.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe, por sua vez, apurou uma inflação de 0,21% na terceira quadrissemana de fevereiro, inferior à variação positiva de 0,26% registrada na quadrissemana anterior e também da elevação de 0,65% apurada no mês fechado de janeiro. Com isto, a Fipe reduziu novamente sua projeção para inflação em fevereiro, apostando em uma alta de 0,25% no período.
PIB do Brasil cai pela primeira vez desde 1992
Ainda na pauta econômica, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na sexta-feira que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil teve uma variação negativa de 0,2% em 2003, sendo a primeira retração desde 1992, quando houve uma queda de 0,5%. Dentre os fatores que contribuíram para o resultado destacam-se a indústria e o consumo das famílias.
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Já o quadro fiscal em janeiro foi positivo, apesar do superávit primário ter atingido 5,25% do PIB no período, ou R$ 6,95 bilhões, queda de 17,8% em relação ao saldo positivo primário de R$ 8,463 bilhões registrados em igual período do ano anterior. Em dezembro, o setor público havia registrado um déficit primário de R$ 4,121 bilhões.
Mercado norte-americano apresenta bom desempenho
O mercado norte-americano também apresentou um bom desempenho nesta semana, sendo marcado principalmente pelo pronunciamento do chairman do Fed, Alan Greenspan, que afirmou que economia dos EUA está crescendo de forma consistente, apesar de mostrar certa preocupação frente ao déficit fiscal do país.
No mercado de petróleo, por sua vez, a commodity apresentou forte elevação de 5,02% na semana, de forma que o barril do tipo Brent, negociado no mercado de Londres, encerrou o período cotado a US$ 32,23. Tal movimento decorreu da divulgação do relatório que indicou a manutenção do nível das reservas de petróleo, porém, uma redução nas reservas de gasolina nos Estados Unidos.
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Dólar e juros futuros acumularam queda
Com o maior otimismo, o dólar acumulou queda de 1,79% na semana, fechando cotado a R$ 2,9060. O comportamento da moeda norte-americana refletiu, basicamente, o bom fluxo de recursos estrangeiros na economia, especialmente via exportações e novas captações privadas no exterior.
No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência foi de queda, refletindo a desaceleração inflacionária revelada pelos recentes indicadores. Assim, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2005, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 15,71% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 15,96%, na semana passada. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 16,22%, configurando uma queda frente à taxa registrada na semana anterior.
O Ibovespa teve uma semana marcada por um reduzido volume de negociações, em função do feriado prolongado, apresentando um bom desempenho no período, como movimento de ajuste após a forte queda da semana anterior. Dessa maneira, o principal índice da bolsa paulista acumulou alta de 1,96% no período.
Cenário político será foco na 1ª semana de março
A primeira semana de março deve ser marcada por maior tensão no front político, com a volta dos trabalhos do Congresso, após o recesso parlamentar. Essa semana será fundamental como termômetro para avaliar o cenário político, à medida que a oposição deve intensificar as pressões para a abertura de uma CPI em torno do caso Waldomiro Diniz.
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Já nos Estados Unidos, muitos indicadores são destaques, dentre eles: Construction Spending, ISM Index, Personal Income e Personal Spending, Factory Orders, Productivity Cost, Initial claims, Consumer Credit e Employment Report.