Analisando ingresso de recursos e dívida cambial, dólar fechou em queda

Apesar do vencimento de dívida cambial na 5ª feira, ingresso de recursos externos não permitiu que o dólar se elevasse

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SÃO PAULO – O dólar fechou em leve queda nesta terça-feira, refletindo a manutenção do ingresso de recursos estrangeiros, provenientes principalmente de exportações. Além disso, os analistas estão revendo para cima as projeções de captações externas por empresas brasileiras.

No entanto, o volume de negócios foi fraco, com o mercado aguardando a decisão desta terça-feira do Fed, que manteve a taxa básica de juro inalterada em 1,0% ao ano nos EUA. Dessa maneira, os fluxos de recursos para o Brasil deverão se manter elevados, pelo menos no curto prazo.

Vale lembrar que nesta quinta-feira haverá o vencimento da dívida cambial de US$ 1,314 bilhão, que será resgatada integralmente pelo BC. Como costuma ocorrer nas proximidades desta data, os investidores podem tentar elevar as cotações do dólar, para obter uma rentabilidade maior na troca da dívida pelos reais.

Dólar fechou em queda

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8960 na compra e R$ 2,8990
na venda, baixa de 0,17% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9670, representando um ágio de 2,45%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 0,24% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,10%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.915,
baixa de 0,32% em relação ao fechamento
de R$ 2.925
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em baixa de 0,34%,
atingindo R$ 2.947 frente
à R$ 2.957 do fechamento de

ontem.
Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,87% para maio de 2004, queda de 0,08 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

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Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2004, encerrou a 1,21%, queda de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.