Softwares livres caem sob medida para micro e pequenas empresas

Alternativas para softwares comerciais apresentam grande flexibilidade e confiança, com custo baixíssimos

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SÃO PAULO – A informática se torna cada vez mais uma realidade para as micro e pequenas empresas (MPEs), tornando seu alto custo de implantação e manutenção algo urgente e um grande problema para a maioria dos pequenos empresários.

Muitas das MPEs não conseguem se modernizar e com isso, ao invés de terem a informatização como uma alavanca para o aumento do fluxo de negócios e, posteriormente, de lucratividade e satisfação de clientes, enfrentam problemas de perda de competitividade, sub-utilização de equipamentos, desperdícios e re-trabalho.

Mas quando o assunto é tecnologia, o maior impedimento para as empresas se informatizarem não é sequer os equipamentos (hardware) e, sim, os programas de computador (softwares), que chegam a custar várias vezes mais que as máquinas em si. Esse alto custo muitas vezes leva várias empresas a usar programas não registrados, cópias ilegais chamadas de “piratas”, correndo o risco de serem pegas pela fiscalização e obrigadas a pagarem pesadas multas.

Softwares livres têm baixo ou nenhum custo

Uma possível solução para os micro e pequenos empresários, que não dispõem de capital para investir em programas de computador comerciais, é o uso dos chamados “softwares livres”.

Cada vez mais variados e sofisticados estes programas dispensam o pagamento de licenciamentos por parte dos usuários e, desde que sejam compatíveis com os programas específicos usados pelas empresas, permitem uma redução drástica do custo de da informatização.

Segundo Giovani Salvador, especialista da área, uma das grandes vantagens do uso de softwares livres em micro e pequenas empresas está no baixo custo da montagem de um ambiente de trabalho baseado nesse tipo de tecnologia.

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Atualmente, é possível substituir o sistema operacional Microsoft Windows por ambientes baseados em softwares livres como os GNU/Linux e Java, e o pacote Microsoft Office por pacotes como o OpenOffice, mantendo-se as mesmas ferramentas e facilidade de uso, tudo por um custo infinitamente menor.

Governo Federal passa a usar e incentivar uso

Há alguns meses o Governo Federal passou a cogitar fortemente o uso de softwares livres em órgãos do governo como forma tanto de incentivar a indústria nacional de softwares, como de diminuir os gastos com licenciamento de programas de computador do próprio governo, já que o setor público é o maior consumidor de equipamentos e programas comerciais do Brasil.

O governo tem por diretriz tornar a informática mais barata e acessível aos brasileiros de renda mais baixa, concretizando sua meta social de impulsionar a indústria de informática do país.

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Alguns dias atrás o Governo Federal anunciou sua nova política industrial, a qual prevê investimentos da ordem de R$ 15,05 bilhões ainda esse ano, e o setor de softwares livres foi incluído entre os itens a receber atenção especial, sendo colocado como uma opção estratégica para a indústria tecnológica brasileira, que deve assim ser incentivada e estimulada.