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SÃO PAULO – O C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, fechou em forte alta nesta quinta-feira, recuperando-se das sucessivas quedas nas recentes sessões. O comportamento do título foi influenciado pela repercussão do discurso de Greenspan, pela divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) e pelo relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Greenspan abranda discurso e tranqüiliza mercado
Em seu discurso ao Congresso americano, na última quarta-feira, o chairman do Federal Reserve, Alan Greenspan, destacou que a economia dos Estados Unidos vem apresentando uma recuperação vigorosa, porém, sem ocorrerem pressões inflacionárias de maior significância.
Isto significa que o Fed deve aumentar o juro do país, mas isto não deve ocorrer tão breve quanto se era esperado após seu primeiro discurso na última terça-feira.
Copom continuará reduzindo Selic gradualmente
A ata do Copom, por sua vez, divulgada nesta quinta-feira, deixou claro que o cenário de maior estabilidade econômica sugere uma postura mais cautelosa da autoridade monetária nos próximos meses. Sendo assim, a Selic deve continuar caindo, mas de forma gradual, sem cortes de elevada magnitude, como aqueles que o mercado estava acostumado a ver no ano anterior.
Além disso, em seu relatório divulgado na última quarta-feira, o FMI afirma que o Brasil faz as reformas necessárias e está no caminho de uma sólida recuperação e de um crescimento sustentável. No entanto, o FMI ressaltou que o Brasil continua significativamente vulnerável por causa de seu alto endividamento e terá em 2004 uma das menores taxas de crescimento entre os principais países emergentes do mundo.
C-Bond fechou em alta
Neste, sentido o principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, fechou
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em alta de 1,56%
na tarde desta quinta-feira, cotado a
93,94
centavos de dólar.
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Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond acompanharam a tendência de C-Bond.
O Par Bond
subiu 1,57%,
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cotado a
81,00
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond mostrou valorização de 0,62%, cotado a 81,50 centavos de dólar.
Já dentre os principais bônus globais, o destaque ficou com o Global 40, que mostrou alta de 2,48%.
Risco país caiu
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 606 pontos base, uma queda de 6 pontos base em relação ao último fechamento.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
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Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % | ![]() |
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C-Bond | 93,94 | 92,50 | +1,56 |
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Par Bond | 81,00 | 79,75 | +1,57 |
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Discount Bond | 81,50 | 81,00 | +0,62 |
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Global 06 | 108,00 | 107,25 | +0,70 |
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Global 07 | 109,81 | 110,50 | -0,62 |
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Global 08 | 103,00 | 101,75 | +1,23 |
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Global 09 | 120,38 | 118,25 | +1,80 |
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Global 20 | 111,13 | 109,75 | +1,26 |
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Global 27 | 93,38 | 91,31 | +2,27 |
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Global 40 | 98,38 | 96,00 | +2,48 |
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