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SÃO PAULO – O alto índice de mortalidade das micro e pequenas empresas tem implicado em grandes prejuízos para São Paulo. Trata-se de empresas que não chegam a completar cinco anos de vida antes de fecharem suas portas.
Os dados fazem parte de uma pesquisa do Sebrae-SP, denominada “Sobrevivência e Mortalidade das Empresas Paulistas de 1 a 5 anos”, baseada em dados do Departamento Nacional do Registro do Comércio (DNRC) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mortalidade recuou, mas continua elevada
De acordo com o levantamento, as perdas chegam à cifra de R$ 15,6 bilhões e 530 mil empregos por ano. Vale salientar a importância das micro e pequenas empresas, ao passo que elas respondem pela maioria absoluta das empresas existentes (99%) e são responsáveis por algo em torno de 41% dos empregos formais gerados no país.
Pela pesquisa, o índice de mortalidade das empresas, ainda que alto, apresentou recuo nos últimos cinco anos que antecederam o período de 1997 a 2002. Na pesquisa recente realizada pelo Sebrae, de cada dez empresas abertas, seis fecham suas portas antes de completarem cinco anos de vida. Até então, pela pesquisa anterior a mortalidade em cinco anos era de sete em cada dez.
Motivos da “morte” das empresas
A falta de planejamento, má gestão empresarial e a ausência de políticas públicas de apoio ao segmento são os principais motivos apontados para o encerramento das atividades destas empresas. Para 29% dos empresários ouvidos pela pesquisa, a redução da carga tributária e o aumento do acesso ao crédito seriam suficientes para evitar que houvesse o fechamento de muitas empresas.
A opinião é dividida pelo presidente do Sebrae-SP, Alencar Burti, que acredita residir nestes fatores, junto à burocracia que envolve as pequenas empresas, o alto índice de informalidade existente. Burti sustenta ainda que a informalidade alimenta a indústria do crime, afetando, portanto, toda a sociedade.
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Outra explicação dada por empresários que precisaram fechar seus negócios diz respeito às dificuldades familiares ou brigas entre sócios. Fatores conjunturais também pesaram para uma grande parte, haja vista que as quedas nas vendas afetaram principalmente as pequenas empresas do comércio e serviços.
Para se ter uma idéia, entre 1997 e 2002, 78 mil empresas por ano fecharam suas portas pelos motivos citados. Ampliando o período, de 1990 a 2002, a mortalidade prematura vitimou um milhão de empresas no total apenas no Estado de São Paulo. Neste período, o prejuízo soma algo em torno de R$ 203,6 bilhões em poupança pessoal e faturamento, além da eliminação de 6,9 milhões de vagas de emprego.