Zuckerberg diz que governo Biden pressionou Meta para censurar conteúdo na pandemia

Em carta ao Comitê Judiciário da Câmara dos EUA, CEO da Meta afirmou que a interferência do governo foi errada e que resistirá se isso ocorrer novamente; para a Casa Branca, é preciso ter responsabilidade

Equipe InfoMoney

Ativos mencionados na matéria

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg no evento Meta Connect - 27/09/23. (Foto: Carlos Barria/Reuters)
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg no evento Meta Connect - 27/09/23. (Foto: Carlos Barria/Reuters)

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Mark Zuckerberg, o CEO da Meta (M1TA34) disse que hoje lamenta que sua empresa tenha se curvado à pressão do governo de Joe Biden para censurar o conteúdo de suas plataformas durante a epidemia de covid-19. Ele considerou que essa interferência foi “errada” e que planeja recuar se isso acontecer novamente.

As declarações estão numa carta enviada na segunda-feira (26) ao Comitê Judiciário da Câmara dos EUA, em resposta à investigação sobre a moderação de conteúdos em plataformas online.

“Em 2021, autoridades graduadas do governo Biden, incluindo a Casa Branca, pressionaram repetidamente nossas equipes durante meses para censurar certos conteúdos da Covid-19, incluindo humor e sátira, e expressaram muita frustração com nossas equipes quando não concordamos”, escreveu Zuckerberg na carta, que foi publicada pelo comitê judiciário em sua página no Facebook.

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“Acredito que a pressão do governo estava errada e lamento que não tenhamos sido mais francos sobre isso”, escreveu Zuckerberg. “Sinto fortemente que não devemos comprometer nossos padrões de conteúdo devido à pressão de qualquer administração em qualquer direção – e estamos prontos para recuar se algo assim acontecer novamente.”

Hunter Biden

Zuckerberg declarou também lamentar especialmente ter ocultado alguns conteúdos relacionados à cobertura do New York Post sobre Hunter Biden, filho do presidente do EUA, antes da eleição de 2020, após o FBI ter alertou sobre uma suspeita de operação de desinformação russa. “Desde então, ficou claro que a reportagem não era desinformação russa e, em retrospecto, não deveríamos ter rebaixado a história”, escreveu.

A carta foi endereçada a Jim Jordan, presidente do comitê e republicano. Em sua publicação no Facebook, o comitê chamou a carta de “grande vitória para a liberdade de expressão” e disse que Zuckerberg havia admitido que “o Facebook censurava os americanos”.

Na carta, Zuckerberg também disse que não faria nenhuma contribuição para apoiar a infraestrutura eleitoral na eleição presidencial deste ano para “não desempenhar um papel de uma forma ou de outra” na votação de novembro.

Durante a eleição passada nos EUA, em 2020, durante a pandemia, o bilionário contribuiu com US$ 400 milhões por meio da Chan Zuckerberg Initiative, seu empreendimento filantrópico com sua esposa, para apoiar a infraestrutura eleitoral, uma medida que atraiu críticas e ações judiciais de alguns grupos que disseram que a medida era partidária.

A Casa Branca emitiu um comunicado defendendo a abordagem do governo às informações sobre a Covid-19. “Quando confrontado com uma pandemia mortal, este governo encorajou ações responsáveis para proteger a saúde e a segurança públicas”, disse o comunicado.

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“Nossa posição tem sido clara e consistente: acreditamos que as empresas de tecnologia e outros atores privados devem levar em consideração os efeitos que suas ações têm sobre o povo americano, ao mesmo tempo em que fazem escolhas independentes sobre as informações que apresentam.”

(Com Reuters)