Comércio de SP perde mais de 47 mil postos e demissões atingem maior nível desde 97

Levantamento mostra que a alta rotatividade de empregos tem ocasionado a redução dos rendimentos dos comerciários

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SÃO PAULO – De acordo com o Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo, as demissões verificadas na capital paulista em 2003 atingiram seu maior nível em seis anos. Neste ano, foram realizadas 47.417 homologações; em 2002, 38.317 dispensas; e, em 2001, 33.975.

Postos de trabalho estão estáveis, mas há alta rotatividade

Segundo o sindicato, os números estão estáveis há cerca de três anos, permanecendo em um patamar de 430 mil postos de trabalho. Deste total, cerca de 100 mil comerciários correspondem a trabalhadores de lojas de shoppings e de ruas. Outros 110 mil trabalham em supermercados; 80 mil estão no varejo de material de construção e os demais em outros segmentos.

Apesar da estabilidade, foi constatada uma alta rotatividade de empregados, o que leva a rendimentos cada vez menores. As empresas estariam demitindo mais e contratando o mesmo número de trabalhadores com salários menores.

Ajuste da categoria ficou em 12,5%

Ainda de acordo com as informações do sindicato, o acordo da categoria, que tem data-base em 1º de dezembro, fixou em 12,5% o reajuste salarial dos trabalhadores do comércio em geral. Para quem trabalha em supermercados, o reajuste do salário será de 12,67%, que será parcelado em dois períodos. Em dezembro, estes receberão 9% de reajuste, e em março do próximo ano os 3,67% restantes. Além disto, foi acordado um abono de 10% para junho de 2004.

O sindicato vinha pleiteado ainda outras questões como o trabalho aos domingos, redução de jornada de trabalho e participação nos rendimentos da empresa, assuntos estes que serão discutidos com o sindicato patronal (das empresas) por uma comissão criada especialmente para este fim.
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