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SÃO PAULO – Em uma semana mais curta, em função das comemorações do Natal, o mercado brasileiro como um todo apresentou um bom desempenho no período, de forma que o dólar caiu enquanto os juros futuros acumularam alta na semana. O destaque, neste sentido, ficou com as projeções contidas na Ata do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a economia brasileira nos próximos meses.
Copom acredita que atividade econômica está melhorando
Dessa maneira, o documento divulgado pelo Banco Central na véspera de Natal trouxe, além das explicações para o corte de 100 pontos base na Selic promovido na semana anterior, as projeções da autoridade monetária para o desempenho dos principais indicadores econômicos nos próximos meses. Estas projeções, em seu conjunto, apontam para decisões mais conservadoras do Copom em suas próximas reuniões.
Com relação à inflação, tópico que preocupava bastante a autoridade monetária no início do ano e que, por isso mesmo, conduziu à implementação de uma rígida política de juros altos, o Copom confirma que os principais índices de preços acompanhados pelo mercado continuaram mostrando uma tendência de menor alta em novembro, de forma que suas variações ficaram bastante próximas daquelas registradas em outubro.
Passando para a análise da atividade econômica, a Ata do Copom deixou claro que a autoridade monetária continua vendo uma trajetória de recuperação na economia local. De acordo com o documento, a produção industrial, por exemplo, segue em “tendência de crescimento expressivo”, sendo que os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referentes a outubro mostram que houve crescimento ou estabilidade em todas as categorias de uso.
Senado aprova nova alíquota da Cofins
Outro destaque na semana ficou com a aprovação, pelo Senado, da nova alíquota da Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), após uma manobra regimental da base governista. O texto que propõe a elevação da alíquota da Cofins de 3,0% para 7,6% deveria ter sido votado na sexta-feira anterior, mas como ainda estava na Câmara naquela ocasião, muitos parlamentares já contavam com a hipótese do mesmo ser votado apenas em 2004.
Contudo, a mesa diretora do Senado convocou uma sessão para segunda-feira, valendo-se do preceito constitucional de que para que possam valer no ano seguinte, matérias de caráter tributário apresentadas via MPs devem ser votadas no mesmo ano de sua edição. Com este artifício, a votação prosseguiu e a MP foi aprovada por 41 votos a 9.
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Mercado norte-americano teve desempenho limitado
Com relação ao mercado norte-americano, a semana do Natal foi marcada por um desempenho limitado das principais bolsas, especialmente após a confirmação do primeiro caso de vaca louca no país. Tal fato acabou pressionando as ações de importantes redes de fast food, como o McDonald’s, impondo perdas também às principais bolsas norte-americanas.
No âmbito econômico, os indicadores conjunturais divulgados não trouxeram maior ânimo, especialmente após os pedidos e entregas de bens duráveis à indústria norte-americana registrarem forte queda em novembro, diante das expectativas de elevação. O número de pedidos de auxílio-desemprego na semana terminada em 20 de dezembro, por sua vez, ficou em linha com aquele registrado na semana anterior.
No mercado de petróleo, o preço do barril tipo Brent, negociado em Londres, acumulou forte queda de 3,29% na semana, encerrando o período cotado a US$ 29,06. Tal movimento pode ser explicado pelas maiores expectativas de elevação das temperaturas no Nordeste dos Estados Unidos, o que tende a diminuir a demanda por petróleo e combustíveis.
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Dólar caiu e juros futuros subiram
No mercado cambial, o dólar encerrou em queda de 0,72% na semana, fechando cotado a R$ 2,9020. O comportamento da moeda norte-americana no período refletiu, basicamente, o maior otimismo dos investidores em relação à economia brasileira como um todo, além da maior entrada de recursos com a liquidação de captações feitas anteriormente.
No mercado de juros futuros, por sua vez, a tendência foi de alta, com os investidores analisando a Ata do Copom. Assim, o contrato futuro com vencimento em julho de 2004, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 15,82% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 15,61% na semana passada. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 16,16%, em linha com a taxa registrada na semana anterior.
A bolsa paulista, por sua vez, acumulou ganhos no período, em uma semana cujas atenções ficaram, basicamente, voltadas para aspectos corporativos. Assim, o destaque ficou com os papéis do setor siderúrgico, além da Eletropaulo, que anunciou reestruturação da dívida junto a credores privados. Dessa maneira, o Ibovespa acumulou ganhos de 1,97% no período.
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Ano Novo encurtará última semana de dezembro
A última semana de dezembro e, por conseguinte, de 2003 também será mais curta, em função das comemorações do Ano Novo. No Brasil, o único indicador previsto é o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), da Fundação Getúlio Vargas, referente ao mês de dezembro. Vale destacar que no dia 31 de dezembro, não operam a Bovespa, a BM&F nem o dólar, que voltam ao normal apenas no dia 2 de janeiro de 2004.
Nos Estados Unidos, serão divulgados o Consumer Confidence, o Existing Home Sales, o Initial Claims e o Chicago PMI.