Com bom cenário político e aumento das reservas, dólar segue em baixa

A entrada de recursos do FMI na terça-feira ampliou as reservas do país; mercado segue atento a resultado do leilão do BC

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SÃO PAULO – Com as boas perspectivas políticas e devido às maiores reservas no país, o dólar segue cotado em baixa nessa quarta-feira, com o mercado aguardando o resultado do primeiro leilão do Banco Central para rolagem de uma parcela da dívida cambial com vencimento em 17 de setembro.

Reservas atingem US$ 52,529 bilhões

Foi divulgado nessa sessão que as reservas brasileiras aumentaram para US$ 52,529 bilhões na terça-feira com a entrada de recursos do FMI (Fundo Monetário Internacional), na ordem de US$ 4,182 bilhões, como parte do empréstimo tomado ainda no ano passado.

Dessa maneira, as reservas apresentam o maior patamar desde 1998, valendo ressaltar que o governo ainda poderá retirar US$ 4,1 bilhões por esse acordo que vence no final desse ano, já que o FMI tem aprovado o controle fiscal e monetário do país.

Além disso, o progresso da Reforma Tributária, com previsão para ter seus destaques e emendas votados pela Câmara ainda nessa quarta-feira, também tem contribuído para a baixa da moeda norte-americana. Mas o mercado continua aguardando o resultado da rolagem da dívida do governo, que será anunciado no decorrer da tarde.

Dólar cotado em baixa

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,9070 na compra e R$ 2,9110 na venda, baixa de 0,41% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,0270 na venda, representando um ágio de 4,13% em relação ao dólar comercial.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro está sendo cotado a R$ 2.935,
baixa de 0,64% em relação ao fechamento
de R$ 2.954
da última terça-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera
em baixa de 0,47%,
atingindo R$ 2.990 frente
a R$ 3.004 do fechamento de terça-feira.