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SÃO PAULO – A moeda norte-americana fechou em baixa na última sessão desta semana, com o forte fluxo favorável de recursos. Na ausência de novos fatos políticos, o mercado também especula sobre o possível corte na Selic com os bons fundamentos da economia.
Reforma Tributária fica para próxima semana
A conclusão da votação em primeiro turno da Reforma Tributária deverá acontecer na próxima terça-feira, por causa de baixo quorum na tentativa de quinta-feira. Ainda falta a votação de 6 destaques e 15 emendas propostos ao texto básico do projeto.
Caso seja a votação concluída nesta oportunidade, o segundo turno ficará para a última semana de setembro, pois são necessárias cinco sessões ordinárias entre o primeiro e o segundo turnos, conforme regimento da Casa.
Depois das obstruções do PFL nesta semana, principal partido da oposição, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Nelson Pellegrino (BA), apresentará na semana que vem um projeto para reduzir o número de emendas aglutinativas, que tem dificultado a aprovação da reforma.
Front econômico
Dessa forma, a atenção dos investidores esteve focada no âmbito econômico, com as especulações acerca da magnitude do possível corte na taxa básica de juros, a Selic. O Copom (Comitê de Política Monetária) se reunirá nos dias 16 e 17 de setembro tomar uma decisão sobre a taxa, que se encontra atualmente em 22% ao ano.
Refletindo a política de afrouxamento monetário, conduzida pelo governo recentemente, a taxa Selic já sofreu três cortes consecutivos nas últimas reuniões do comitê. Depois de atingir 26,5% ao ano, a taxa já recuou 450 pontos base e a perspectiva para o final do ano é de que atinja cerca de 18% ao ano, segundo o relatório Focus do Banco Central.
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Fluxo favorável de recursos
O bom cenário interno tem favorecido o aumento no volume de captações externas, com a melhor percepção internacional do Brasil. Dessa forma, ao lado na nova emissão do governo de US$ 750 milhões na quinta-feira, está um forte volume de captações privadas, algumas já fechadas, outras ainda sendo preparadas.
Neste sentido, a AmBev confirmou uma captação de US$ 500 milhões de dólares frente à oferta inicial de US$ 300 milhões e pagará um cupom de 8,75% ao ano e um yield de 8,80% ao ano. Ainda há expectativas de que o Grupo Votorantim e a Petrobras fechem cada um mais US$ 300 milhões, além dos já concluídos US$ 200 milhões captados pela CSN.
Dólar fechou abaixo dos R$ 2,90
Neste sentido, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8950 na compra e R$ 2,8990
na venda, baixa de 0,51% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0070, representando um ágio de 3,87%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumulou baixa de 0,28% nesta semana e de 2,69% em setembro, frente
à leve alta de 0,30% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 18,32%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 2.927,
baixa de 0,44% em relação ao fechamento
de R$ 2.940
da última quinta-feira.
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O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,75%,
atingindo R$ 2.961 frente
a R$ 2.984 do fechamento de
quinta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,43% para novembro de 2003, frente aos 0,75% do fechamento de quinta-feira.
Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 1,25% em comparação aos 1,45% apurados na sessão anterior.