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SÃO PAULO – O mercado cambial foi marcado nesta quarta-feira por uma certa volatilidade e um fraco volume de negócios. Os investidores aguardam a decisão do Copom e, com isso, o dólar fechou sem grande variação em relação ao fechamento de terça-feira.
Expectativas em relação à Selic ditaram humor
O resultado da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa básica de juro da economia, a Selic, deverá ser divulgado após o encerramento desta sessão, por volta das 18h, conforme o próprio colegiado do Banco Central informou na terça-feira. Dessa forma, os efeitos da decisão do comitê só serão sentidos no mercado na quinta-feira.
A taxa Selic, que se encontra no patamar de 22% ao ano, já sofreu três cortes consecutivos nas últimas três reuniões do Copom, somando uma redução de 450 pontos base nos últimos três meses, visto que a taxa chegou a 26,5% ao ano.
O último corte, de 250 pontos base, foi o mais expressivo e as expectativas da maior parte do mercado são de um novo corte, entre 200 e 250 pontos base na Selic, e a projeção para o final de dezembro de 2003 é de que a taxa atinja cerca de 18% ao ano, conforme evidenciado no relatório Focus, do Banco Central.
Neste sentido, os investidores já precificam um novo corte na taxa básica de juro, mas aguardam uma definição do Copom para que possam para tomar suas posições com um cenário econômico mais claro. Com isso, o volume do mercado foi bastante reduzido e a divisa operou com maior volatilidade nesta sessão, porém fechou com pouca oscilação em relação à véspera.
Front político
Com todas as atenções voltadas para o cenário econômico nestas últimas sessões, o front político tem ficado em segundo plano. Mas vale destacar que as tramitações das reformas estruturais prosseguem. O governo busca novos avanços e a reforma da Previdência está em discussão no Senado.
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Na Câmara dos Deputados, na votação dos destaques e emendas da Reforma Tributária, ainda em primeiro turno, a base governista, sem acordo com o PFL, sofreu sua primeira derrota ao não conseguir votos suficientes para derrubar o projeto da oposição de eliminação da progressividade do imposto sobre herança. As expectativas são de que o primeiro turno seja concluído até esta quinta-feira, e o segundo turno, antes do final de setembro.
Dólar fecha com leve baixa de 0,03%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9070 na compra e R$ 2,9110
na venda, leve baixa de 0,03% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0230, representando um ágio de 3,99%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,28% em setembro, frente
à leve alta de 0,30% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,98%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 2.930,
leve baixa de 0,14% em relação ao fechamento
de R$ 2.934
da última terça-feira.
O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,17%,
atingindo R$ 2.976 frente
a R$ 2.981 do fechamento de terça-feira.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,50% para novembro de 2003, frente aos 0,21% do fechamento de terça-feira.
Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 1,05% em comparação aos 0,98% apurados na sessão anterior.