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SÃO PAULO – Segundo a Nota do Setor Externo, divulgada nesta sexta-feira pelo Banco Central, a dívida externa brasileira referente ao mês de junho de 2003 totalizou US$ 218,853 bilhões, configurando um aumento de US$ 3,6 bilhões em comparação a março do mesmo ano, quando registrou valor de US$ 215,294 bilhões.
Enquanto as dívidas de médio e longo prazo apresentaram um aumento de US$ 5,9 bilhões em junho frente a março, devido, sobretudo, aos lançamentos de bônus e aos efeitos da paridade entre o dólar norte-americano e as demais moedas internacionais no período, a dívida de curto prazo apresentou uma redução de US$ 2,4 bilhões na mesma comparação, principalmente com a diminuição nos empréstimos diretos e financiamentos.
Dívida externa de médio e longo prazo subiu 3,09%
Considerada uma parte expressiva da dívida externa total, a dívida de médio e longo prazo aumentou 3,09% para US$ 197,613 bilhões ao final de junho de 2003, de modo que, os principais desembolsos ficaram com os lançamentos de bônus Global 07 pelo Governo Federal, no total de US$ 1,0 bilhão, e de bônus Global 13, totalizando US$ 1,25 bilhão.
Destaque também para os saques efetuados junto ao BIRD (Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento) de US$ 500 milhões e junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional). A variação por paridade entre o dólar e as demais moedas internacionais, por sua vez, elevou a dívida estimada em cerca de US$ 1,4 bilhão.
Dívidas externas de curto prazo recuam em 10,06%
As dívidas externas de curto prazo, responsáveis por 9,70% da dívida total, contribuíram para atenuar em US$ 2,378 bilhões o aumento do endividamento externo total do país, com os débitos passando de US$ 23,618 bilhões em março para US$ 21,240 bilhões em junho deste ano, apresentando uma variação negativa de 10,06% no período.
Isto se deveu principalmente à queda de US$ 639 milhões nos empréstimos diretos e financiamentos registrados no sistema RDE-ROF, além da redução de US$ 1,720 bilhão nas obrigações em moeda estrangeira dos bancos comerciais.