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O Itaú BBA reiterou compra para ação da WEG (WEGE3) e elevou o preço-alvo de WEGE3 de R$ 52 para R$ 57 (potencial de valorização de 15% frente o fechamento da véspera), após incorporar os resultados do segundo trimestre de 2024 (2T24) da fabricante de motores elétricos.
O banco reiterou ter elevado a recomendação para o papel em março, argumentando que o que realmente importa para o desempenho das ações da WEG são as inflexões no crescimento, na lucratividade e no custo de capital próprio (as avaliações sempre parecerão caras).
Passado cinco meses e com alta acumulada de cerca de 35%, o BBA mantém visão construtiva, pois acredita que essas inflexões positivas continuarão a acelerar.
A visão positiva do banco é apoiada por um mercado global de transformadores em expansão, que deve impulsionar a receita e a lucratividade da WEG até o final da década, além de uma inflexão positiva na demanda por produtos de curto prazo, aliviando preocupações com preços e crescimento no principal segmento da WEG. O banco também cita oportunidades significativas na integração da Regal-Rexnord e aumento da lucratividade, impulsionado por preços e mix, apesar das margens estarem em um nível recorde.
O mercado de transmissão e distribuição (T&D) dos EUA está em alta devido a um grande impulso para mais fontes renováveis e à necessidade de manutenção e expansão da rede. Consequentemente, o prazo de entrega de transformadores nesse mercado disparou de 40 semanas em 2021 para 130 em 2024, o que levou os preços a subirem 60 a 80% (em dólar) nesse período, segundo a Wood Mackenzie, uma fornecedora global de serviços para a transição energética.
Dado que o problema nos EUA parece ser estrutural, o BBA acredita que novos pedidos estão chegando com condições de preço e margem melhores do que as que estão sendo entregues hoje. Os transformadores são produtos de ciclo longo, então o banco espera que os pedidos atuais reflitam no resultado da WEG apenas no próximo ano.
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Com relação aos produtos de ciclo curto, os analistas do banco comentam que após um ano difícil em 2023 devido a um processo de “desestocagem” da indústria, espera-se uma recuperação no segundo semestre de 2024.
De acordo com a ABB, líder de mercado em motores de baixa tensão, os pedidos para esses produtos já apresentaram um desenvolvimento positivo no 2T24. A administração da WEG também mencionou uma tendência semelhante, observando que o aumento gradual da atividade industrial em suas principais regiões levou a uma demanda mais forte no 2T24.
Além disso, a desvalorização do real provavelmente resultará em reajustes de preços no mercado brasileiro. Portanto, o banco antecipa uma aceleração à frente.
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A WEG também divulgou que os números da Regal-Rexnord estão alinhados com as expectativas e que o foco até agora tem sido na retenção de pessoas e clientes. Com isso, os esforços estão agora mudando para a integração do back-office e sinergias na cadeia de suprimentos, e o BBA destaca os ganhos de eficiência significativos e o impulso comercial a serem capturados nos próximos anos.
De acordo com as últimas demonstrações financeiras, o negócio de Sistemas Industriais da Regal-Rexnord gerou cerca de 8% de margem Ebitda (Ebitda = lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações/receita líquida) ajustada no 1T24, que é bem abaixo do negócio de motores da WEG.
Por outro lado, a margem Ebitda da WEG no 2T24 foi a mais alta da história da empresa, em 23%. O BBA cita quatro fatores para que essas margens continuem a se expandir nos próximos anos: i) EEIE – os volumes estão prestes a se recuperar e espera maior alavancagem operacional, além de melhores preços também poderem ajudar, ii) GTD – os preços dos transformadores estão disparando e as fábricas de T&D estão operando em plena capacidade, o que provavelmente resultará em maior lucratividade, iii) Mix de vendas – o banco prevê um CAGR (Taxa composta de crescimento anual) de 3 anos para a linha de receita de 30% para GTD (Geração, Transmissão e Distribuição), em comparação com 20% para a WEG como um todo, o que pode aumentar as margens, pois acredita que esse segmento está gerando margens maiores do que o negócio consolidado da WEG, iv) Integração da Regal.