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SÃO PAULO – A população ocupada no país cresceu 3,6% de 2001 para 2002, elevação esta superior aos aumentos anuais ocorridos de 1992 a 2001. Os dados fazem parte da PNAD 2002 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada nesta sexta-feira, dia 10 de outubro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados foram baseados na última década (1992 a 2002).
De acordo com a pesquisa, o nível de ocupação da população com 10 anos ou mais de idade apresentou pequena redução em 1996, para 55,1%, se recuperando no ano passado para 55,7%, mais ainda afastado do patamar de 57,6% em que se encontrava em 1995.
Mais mulheres no mercado
Os dados do estudo indicam ainda que a inserção das mulheres no mercado de trabalho manteve seu crescimento até 1995, atingindo 44,6%, retraindo para 41,9% em 1996, porém se recuperando para 43% a partir de 1999. Em 2002, a ocupação feminina era de 44,5%, superior à ocupação verificada no ano anterior (43,1%) e em 1992 (43,4%).
Entre os homens o cenário foi diferente, já que o nível de ocupação entre eles manteve-se em queda com forte retração em 1996, quando caiu para 69%. Segundo a PNAD, em 2002 o nível de ocupação entre os homens era de 67,8%, pouco acima do verificado em 2001 (67,4%), porém bem abaixo dos 72,4% de ocupação analisada em 1992 .
Ainda há batalhas a serem vencidas
No que se refere às atividades que as mulheres desempenhavam, o estudo as dividiu em quatro agrupamentos: serviços domésticos; educação, saúde e serviços sociais; agrícola e reparação. Como era de se esperar, apesar de conquistarem mais espaço no mercado de trabalho, as funções desempenhadas pelas profissionais ainda são aquelas com as quais todos as relacionam: tarefas do lar.
O percentual de mulheres no contingente ocupado dos serviços domésticos foi de 92,9%, o maior da pesquisa. Em seguida, aparecem atividades desempenhadas na área de educação, saúde e serviços sociais (77,7%); outros serviços, sociais, pessoais (57,4%); e, alojamento e alimentação (48,8%). Na construção a participação feminina foi bastante reduzida, de apenas 2,6%.
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Embora a diferença entre os rendimentos dos homens e mulheres tenha diminuído em 2002, os resultados do estudo mostram que ainda há muito a ser conquistado pelo público feminino, já que as diferenças continuam altas.
Em 1992 o percentual do rendimento das mulheres em relação ao dos homens era de 61,6%, número este que subiu para 70,2% em 2002, o maior percentual em dez anos. As maiores diferenças entre as remunerações dos homens e mulheres foram apuradas na categoria dos trabalhadores por conta própria, cujo percentual de remuneração era de 67% dos salários dos homens em 2002.