Pressões de compra ganham força e dólar volta a fechar em alta, cotado a R$ 2,8860

Mesmo com otimismo em relação a novas captações, procura pela moeda motivada por baixa cotação tiveram efeito expressivo

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SÃO PAULO – O mercado cambial dividiu suas atenções nesta sexta-feira entre novas captações privadas de recursos externos e apostas quanto ao possível corte na taxa básica de juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária) . Ao lado desses fatos, a última sessão da semana foi marcada também por uma pressão de compra de dólar, em virtude da baixa cotação em que a divisa norte-americana se encontra.

Nervosismo com política e economia

Nesta manhã desta sexta-feira, as atenções ficaram ainda voltadas para o desenrolar das Reformas, e para quais alterações seriam aprovadas. Os investidores, refletindo as alterações propostas, como a manutenção da aposentadoria integral e da paridade de reajuste, se mantiveram cautelosos com o cenário político.

Já no campo econômico, o nervosismo ficou por conta das apostas acerca da taxa Selic. A reunião do Copom que irá decidir sobre a taxa básica de juro se aproxima, e boa parte do mercado espera um corte de um a dois pontos percentuais.

Novas captações inibem pressões de compra

Nesta tarde, a confirmação de uma captação de US$ 100 milhões pelo Itaú BBA no exterior, mediante emissão de euronotes, melhorou as perspectivas de liquidez do mercado. Nessa operação, o cupom ficou em 4,75% ao ano, lançado a desconto, com yield, ou retorno ao investidor, de 4,80% ao ano.

Desta forma, as pressões de compra por parte de investidores e importadores, que aproveitaram a baixa cotação da moeda norte-americana, foram reduzidas ao longo do dia, em função de um aumento de expectativas no mercado de novas entradas de recursos. Estima-se a liquidação de aproximadamente US$ 700 milhões na próxima semana. As captações se intensificam nesse mês para compensar uma redução no fluxo de emissões em agosto, em virtude do período de férias na Europa e EUA.

Dólar fecha em alta com pressões de compra

Contudo, já próximo do fechamento da sessão, as pressões de compra de dólar se fortaleceram e acabaram dando um impulso à cotação da divisa. Neste sentido, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8830 na compra e R$ 2,8860
na venda, alta de 0,56% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9720, representando um ágio de 3,09%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,44% em julho, frente
a baixa de 4,08% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 18,68%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.909,
alta de 0,48% em relação ao fechamento
de R$ 2.895
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em alta de 0,34%,
atingindo R$ 2.950 frente
a R$ 2.940 do fechamento da última quinta-feira.

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Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial para setembro de 2003 fechou a 1,88%, frente aos 1,95% do fechamento de quinta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 3,22% em comparação aos 3,16% apurados na sessão anterior.