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SÃO PAULO – O que pode parecer uma brincadeira absurda está deixando um cidadão norte-americano milionário. Imagine criar uma empresa que vende terrenos fora da Terra. Com a Lunar Embassy, empresa de Dennis Hope, é possível adquirir terrenos na Lua e em Marte por apenas alguns dólares. Um terreno de um acre em Marte sai por apenas US$ 19,99, incluindo os gastos com o contrato. Um negócio da China, ou melhor, da Lua. Mas quem está levando a melhor nesse comércio interplanetário é o próprio Hope.
Se você achou essa idéia esdrúxula, leia os comentários de quem já fechou negócio com a Lunar. “Quando soube das vendas de propriedades na Lua, comecei a rir. Mas refleti durante um tempo e me lembrei que tinha três filhos e dessa forma faria um grande investimento para eles no futuro”, afirmou o norte-americano Jeff Miller. Assim como ele, milhões de pessoas no mundo inteiro têm comprado lotes na Lua há pelo menos 20 anos. Não é à toa que Hope já acumulou uma pequena fortuna de US$ 6 milhões.
Compras pela internet
Na lista dos compradores insanos estão personalidades de Hollywood, e até dois ex-presidentes dos EUA. Além dos terrenos, é possível comprar camisetas e canecas com o emblema da empresa, que usa a mesma estratégia da Disney. A marca já foi vendida para mais de 1,1 milhão de terráqueos preocupados com o futuro da família e do planeta. Ou no mínimo interessados em provocar risadas nos amigos e parentes. Nada mais eficiente.
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Ao invés de flores, por que não dar um lote de terra na Lua para a pessoa amada? Segundo a Lunar Embassy, não existe melhor presente. A empresa ainda declara que após ter comprado o terreno, toda vez que você olhar para o céu irá se lembrar que um pedaço de tudo isso é seu.
Assim como outros produtos inúteis, os clientes podem adquirir um lote fora do planeta através de um site especializado na internet. No caso, o único que tem permissão para comercializar terrenos no Universo é o PlanetaryInvestiments, que tem um contrato fechado com a Lunar Embassy, proprietária de todo o Sistema Solar. No endereço os clientes também podem comprar um pedaço de terra em Marte e em outros planetas. O melhor de tudo é fazer a operação pelo cartão de crédito.
A brincadeira tem dado muito certo. Já existem filiais da empresa em vários países, como Alemanha, Suécia e Reino Unido, e o proprietário espera abrir uma sucursal no Brasil, considerado um mercado com grande potencial. Na verdade, Hope está à procura de um investidor local disposto a desembolsar o equivalente a US$ 75 mil para abrir um escritório no País.
Justificativas legais
Segundo o Tratado Espacial assinado pela ONU em 1967, os países não têm direito a possuir terras fora do Planeta. Mas o mesmo acordo não afirma que pessoas ou empresas não podem fazer o mesmo. Nesse sentido, abriu-se uma lacuna para o norte-americano reivindicar a propriedade do Universo.
A justificativa é tão ridícula que nenhuma autoridade judicial em nenhum país quis se envolver nesse assunto. E com visão estratégia e senso de humor, o empresário está faturando alto com a irreverência ou falta de cérebro alheia.