Publicidade
SÃO PAULO – Apesar da inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) ter ficado ligeiramente acima do esperado na segunda quadrissemana de agosto, a Fipe sinalizou que poderá, em breve, reduzir sua projeção de variação do índice para o ano.
Neste sentido, o IPC apresentou uma variação positiva de 0,24% na segunda quadrissemana deste mês, acima das expectativas do mercado, que apontavam para 0,17% no período. Na primeira quadrissemana de agosto, o IPC havia registrado deflação de 0,01%, menor que a variação negativa de 0,08% apurada no mês fechado de julho.
Teto de 7,5% para inflação no ano
De acordo com o coordenador-adjunto do índice, Juarez Rizzieri, a Fipe poderia reduzir brevemente sua projeção do IPC para uma variação positiva de 7,0% em 2003, uma vez que a expectativa de 7,5% tem sido vista como teto para a inflação. As expectativas do mercado, por sua vez, são mais cautelosas.
Neste sentido, o relatório Focus, do Banco Central, projeta uma inflação de 8,32% segundo o IPC da Fipe para este ano. Vale destacar que nos sete primeiros meses de 2003, o IPC já acumula variação positiva de 5,21%, o que dá espaço para uma alta de 2,18% do índice nos outros cinco meses, considerando-se o teto assumido pela Fipe.
IPC deve avançar 0,60% em agosto
Se as expectativas da Fipe divergem da mediana das projeções do relatório Focus com relação à inflação anual, pode-se verificar uma convergência de apostas com relação ao desempenho do índice no mês de agosto, uma vez que ambos apostam numa inflação de 0,60% para o período.
Segundo Juarez Rizzieri, os impactos dos reajustes tarifários das contas de luz e telefone ainda devem elevar os preços ao consumidor durante este mês, tendo poucos resquícios em setembro. A partir de outubro, contudo, a Fipe projeta uma normalização dos preços, impedindo, assim, que a inflação medida pelo IPC ultrapasse o teto projetado.