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SÃO PAULO – O estoque total da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) em poder do público atingiu R$ 690 bilhões em julho, o que representa um crescimento de 3,08% na comparação com o mês anterior, quando o estoque da DPMFi em poder do público atingia R$ 669,4 bilhões.
Dessa maneira, os dados da Nota do Mercado Aberto, divulgada pelo Banco Central nesta quarta-feira, mostram que esta alta reflete, basicamente, a apropriação de juros no período e também a emissão líquida de R$ 5,5 bilhões em títulos públicos. Além disso, o crescimento do estoque é também explicado pelo efeito da desvalorização cambial de 3,26% no período.
BC segue com estratégia de menor exposição cambial
Conforme dados da Nota do Mercado Aberto, o estoque de títulos atrelados à variação cambial, excetuando-se as operações de swap, continuou em trajetória de recuo durante o mês de julho, reduzindo-se em R$ 550 milhões na comparação com o mês de junho. Dessa maneira, a participação dos títulos cambiais sobre o total da dívida recuou de 13,49% em junho para 13,01% em julho.
Vale salientar que o estoque da dívida cambial, desconsiderando-se operações de swap, registra trajetória descendente desde setembro de 2002, quando a participação dos cambiais sobre o total da dívida era de 29,04%. Da mesma forma, mesmo considerando-se as operações de swap, a participação dos títulos cambiais sobre a dívida total sofreu um ligeiro recuo, passando de 29,05% em junho para 28,55% em julho.
Os títulos com rentabilidade atrelada à Selic, por sua vez, também reduziram sua participação no estoque total da dívida pública. Neste sentido, enquanto em junho a participação destes títulos era de 67,19%, em julho tal participação foi de 66,19%, desconsiderando-se as operações de swaps.
A boa notícia ficou com o aumento da parcela de dívida pré-fixada que refletiu a percepção mais positiva dos investidores e subiu de 4,48% para 6,31% do total, a proporção mais alta desde outubro de 2002.
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Prazo médio das emissões registra recuo
Revertendo uma tendência de alongamento registrada desde janeiro deste ano, quando o prazo médio era de 11,92 meses, o prazo médio das emissões registrou uma queda em julho. Neste sentido, o prazo médio das emissões passou de 25,76 meses em junho para 22,52 meses em julho, conforme mostram os dados do Banco Central.
A redução dos prazos médios, entretanto, não ocorreu em todos os tipos de títulos ofertados pelo Tesouro no período. Dessa maneira, o prazo médio das LTN (Letras do Tesouro Nacional), títulos pré-fixados, passou de 10,45 meses em junho para 9,56 meses em julho. Da mesma forma, o prazo médio das LFT (Letras Financeiras do Tesouro), títulos pós-fixados atrelados à Selic, passou de 30,13 meses em junho para 28,34 meses em julho.
Tendência contrária ocorreu com as NTN-B e NTN-C (Notas do Tesouro Nacinal – séries B e C, respectivamente), títulos pós-fixados atrelados ao IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), cujo prazo médio em julho foi de 114,11 meses, superior ao prazo médio de 113,90 meses apresentado pelo título em junho.