Quanto custa manter seu carro

Guia do Carro - Quanto custa manter seu carro

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Engano de quem pensa que os gastos com carro terminam na hora da compra. Depois de comprar o tão sonhado automóvel é preciso gastar com combustível, manutenção, seguro e impostos. Muitos consumidores, animados com a possibilidade de comprar um modelo mais avançado acabam se esquecendo que os gastos fatalmente serão maiores em termos de seguro, IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor) e manutenção. Diante disto, é preciso planejar bem os gastos para não acabar comprometendo mais do que deve com o carro.


Gastos com combustível
Gás natural: uma boa opção para o seu bolso
Seguro
Perfil do segurado: redução de custos para o motorista

Leia com atenção os contratos de seguros

DPVAT
IPVA
Licenciamento

Como economizar com a gasolina Voltar


Um gasto que costuma comprometer boa parte do orçamento dos motoristas é, sem dúvida, o combustível, que, em alguns casos, consome cerca de 16% de suas receitas. Nesse sentido, vale a pena conhecer algumas dicas para economizar com a gasolina, e dessa forma, fazer sobrar “algum” para o fim de semana.

Um grande erro cometido por motoristas descuidados é abastecer seu carro em qualquer posto, olhando apenas para o preço da gasolina. Nestes casos o barato sai caro, pois você pode acabar estragando o motor do seu carro, que sai de fábrica programado para utilizar gasolina, e não uma mistura com solventes químicos suspeitos. Além disso, o rendimento destes combustíveis tende a ser menor de forma que você paga menos pelo litro, mas tem que abastecer antes do previsto.

Para evitar essas dores de cabeça, procure um posto que cobre o preço de mercado pelo combustível e faça um teste. Se a performance do automóvel não for comprometida, vire freguês desse posto, e aproveite para recomendar aos amigos.


Gás natural: uma boa opção para o seu bolso


Visto como uma saída para o preço da gasolina e do álcool, o Gás Natural Veicular (GNV) já se tornou favorito entre muitos motoristas. O combustível, além de ser mais barato, possui uma menor emissão de poluentes, o que representa uma grande economia tanto do ponto de vista financeiro quanto ecológico.

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O número de veículos particulares que circulam diariamente pelas ruas cresceu substancialmente desde 1998, quando o Governo liberou o uso de GNV para qualquer tipo de veículo, como forma de substituição do álcool, gasolina e diesel. Antes disso, o uso do GNV era rotulado apenas como opção para taxistas, empresas e ônibus.


Seguro Voltar


Uma das primeiras providências depois de comprar o seu carro é providenciar um seguro, especialmente se você mora em uma cidade grande, pois os riscos de roubo ou danos em caso de batida são muito grandes para serem ignorados.

Quando você faz um seguro de automóvel, você paga para a seguradora dividir com você o risco de ter o seu carro roubado ou danificado em um acidente de trânsito. Em troca do pagamento do que chamamos de prêmio do seguro, você tem direito ao recebimento de uma indenização caso algum dos riscos cobertos venha a acontecer.

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O preço do seguro é definido com base no risco que a seguradora acredita estar correndo ao aceitar a sua apólice. Este risco é definido como sendo o índice de sinistralidade do produto que, de forma simplificada, é calculado como a relação entre os gastos por parte da seguradora com pagamentos de seguros sobre as receitas com vendas de seguros. Quanto maior os gastos com pagamento de seguros maior a sinistralidade, maiores os riscos para a seguradora e maiores os custos do seu seguro.


Perfil do segurado: redução de custos para o motorista



Quem nunca ouviu falar em seguros de carro por perfil? É comum ouvirmos o termo, mas muitas pessoas não necessariamente conhecem bem o seu significado. O seguro por perfil não passa de uma avaliação do valor do seguro do carro a partir das características do dono do veículo ou do principal motorista (aquele que utiliza o carro em 80% do tempo, em média).

Através de uma análise detalhada do perfil do motorista, a seguradora consegue apontar os grupos de maior risco no trânsito para aplicar um valor de seguro (prêmio) cabível para todos os tipos de motoristas.

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Leia com atenção os contratos de seguros e evite problemas


Vale lembrar, contudo, que nem sempre a contratação de um seguro é a solução dos seus problemas.

Se você já foi roubado e precisou acionar a sua seguradora então deve saber quanto o pagamento da indenização é dificultado. E não é para menos, já que o Brasil está entre os maiores fraudadores de seguros do mundo, o que torna o trabalho das seguradoras o mais minucioso possível. Por isso, antes de assinar o contrato do seu seguro, preste bastante atenção nas dicas a seguir a fim de evitar maiores problemas no futuro.

Tomando estes cuidados as chances de você ter dores de cabeça com o seguro do seu automóvel se tornam bastante reduzidas, muito embora não se pode afirmar que elas deixarão de existir. Diante da onda de violência que enfrentamos atualmente no País, não há nada mais correto do que você proteger o seu patrimônio, mas com muita atenção para não sair no prejuízo. Afinal, é do seu dinheiro que estamos falando.

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DPVAT: seguro obrigatório Voltar


Apesar de todos os motoristas pagarem anualmente o seguro obrigatório, poucos sabem que em caso de acidente podem recorrer a este seguro para cobertura tanto de gastos hospitalares quanto de indenização por morte ou invalidez permanente. Mal informadas, muitas pessoas só procuram as seguradoras pedindo indenização tempos depois do acidente.

O seguro obrigatório, também conhecido pelo nome de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), cobre danos corporais não só do motorista, mas também de terceiros envolvidos no acidente. Se você ou alguém que você conhece for atropelado, tem direito a acionar o DPVAT mesmo que não saiba quem foi o motorista que o atropelou. Caso o motorista ou um terceiro envolvido no acidente venha a falecer a família terá direito a receber indenização por morte com recursos do DPVAT.

Contudo, o seguro não cobre danos materiais de roubo, furto, batida ou até mesmo incêndio do automóvel, assim como multas e fianças cobradas do motorista ou decorrentes de processos criminais. Também não são cobertos os gastos hospitalares caso o acidente tenha ocorrido fora do território nacional.

O DPVAT pode ser pago em duas datas diferentes: ou junto com o pagamento do IPVA (opção facultativa) ou no ato do licenciamento (obrigatório, caso você não tenha pago na época do IPVA).

IPVA Voltar


Além dos gastos com manutenção, todos os anos você tem que arcar com o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). A melhor opção sempre é o pagamento à vista, isto é, em cota única, mas se você não tem o suficiente não se preocupe, pois também é possível pagar parcelado.

Tome bastante cuidado com o prazo de vencimento das cotas, pois a multa cobrada nestes casos é bem salgada. Além disso, o não pagamento do IPVA impede que você faça o licenciamento do seu carro.

Para pagar o imposto é necessário ter em mãos o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) para que o pagamento possa ser feito nos bancos, caixas eletrônicos, internet ou home banking. O código Renavam é encontrado no documento do seu veículo.

Licenciamento Voltar


Para renovar a licença do veículo não pode haver nenhuma pendência de multa ou IPVA, isto significa que se o seu carro tiver com estas contas em aberto, você deverá quitá-las integralmente no momento do licenciamento.

O licenciamento anual do veículo pode ser feito na sede do Detran ou então através dos meios eletrônicos disponibilizados pelos bancos. Neste caso, basta você fornecer o número do Renavam, pagar a taxa e quitar eventuais débitos existentes, como multas ou IPVA atrasado.

O documento poderá ser retirado no próprio Detran, ou então você pagará uma taxa para receber em casa no prazo máximo de cinco dias úteis.

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