Muitos executivos recusam propostas de trabalho por não aceitarem o salário

Cerca de metade dos executivos desempregados (44,73%) já recusaram propostas de trabalho, segundo pesquisa da Catho

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SÃO PAULO – Pesquisa realizada pelo Grupo Catho, especializada em recursos humanos e atendimento de executivos, mostrou que nos últimos anos as empresas têm dado maior ênfase na contratação de profissionais desempregados, em especial, pelo fato de a negociação da remuneração ser mais fácil, já que as ofertas de salário normalmente são mais baixas.

Executivos escolhem salário

Entretanto, ainda que exista uma maior oferta de emprego para este universo de desempregados, o índice de rejeição ainda é grande entre os executivos, que se mostraram mais interessados em voltar ao mercado de trabalho sob a condição de uma boa remuneração.

Pelo menos é o que mostra uma outra pesquisa também conduzida pela Catho, que aponta para um dado interessante: cerca de metade dos executivos desempregados, entre eles ex-diretores de empresas, já recusou alguma proposta de trabalho durante o tempo em que estiveram desocupados.

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Entre os executivos ouvidos pela empresa o percentual daqueles que já recusaram propostas é de 44,73%, enquanto entre os diretores o percentual de rejeição de novas vagas é ainda maior, de 55%. Ao que parece, para estas pessoas o fantasma do desemprego ainda não tem incomodado tanto.

Os principais motivos para a recusa da nova oportunidade de trabalho ficaram por conta da baixa remuneração (52,11%), insatisfação com relação ao trabalho oferecido (20,08%) e distância entre a residência e o emprego (16,62%).

Tempo de espera é maior

Para o coordenador da pesquisa, Thomas Case, estes executivos devem rever seus conceitos e pensar duas vezes antes de recusar uma proposta de trabalho. Isto porque as mudanças ocorridas no mercado de trabalho revelaram que o tempo de recolocação no mercado de trabalho tem aumentado ao longo dos anos, sendo que passou de quatro para dez meses de 1997 para 2003.

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