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SÃO PAULO – O dólar opera em forte queda nessa sexta-feira, rompendo a barreira dos R$ 2,90, atingindo assim sua menor cotação desde a sessão de 19 de julho do ano passado.
Depois da crise durante o período eleitoral, o fluxo de dólar volta ao normal, com o aumento de captações externas por empresas e bancos brasileiros.
Além disso, a perspectiva de aprovação das reformas tributária e da previdência, aliada à afirmação do ministro José Dirceu (Casa Civil) de que somente Antonio Palocci (Fazenda) pode falar sobre o câmbio, contribui para a queda do dólar.
BC tenta finalizar rolagem de cambiais
Além disso, os operadores aguardam o resultado da tentativa de rolagem do Banco Central. O BC está ofertando, nesta sexta-feira, o equivalente a US$ 1,3 bilhão em swaps cambiais, visando vender US$ 870 milhões para completar a rolagem dos cerca de US$ 1,9 bilhão em títulos e swaps cambiais que vencem no próximo dia 15.
Estão sendo ofertados US$ 400 milhões para 1º de setembro deste ano, US$ 500 milhões e US$ 150 milhões com vencimento em 2 de fevereiro e 1º de outubro de 2004, respectivamente, US$ 100 milhões que expiram em 2 de maio de 2005, US$ 50 milhões para 1º de junho de 2006 e, finalmente, US$ 100 milhões para 2 de janeiro de 2008.
Dólar rompe a barreira dos R$ 2,90
Com isso, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,879 na compra e R$ 2,883 na venda, forte baixa de 1,06% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,0030, representando ágio de 4,31% em relação ao dólar comercial.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho está sendo cotado a R$ 2.920, forte baixa de 1,18% em relação ao fechamento de R$2.955 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte baixa de 1,22%, atingindo R$ 2.919 frente
a R$ 2.955 do fechamento de quinta-feira.