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SÃO PAULO – Mais uma vez influenciado pelas boas notícias divulgadas no cenário interno, o dólar encerrou as negociações desta sexta-feira em queda, dando, então, continuidade ao desempenho apresentado nos últimos dias. Nesta tarde, a cotação mínima atingida pela moeda foi de R$ 2,870, seu menor patamar desde 19 de julho de 2002, quando esteve cotada a R$ 2,866.
Entre as notícias positivas divulgadas no âmbito nacional, foco para a nova captação feita pelo Unibanco. A instituição, que ofereceu inicialmente 50 milhões de euros, conclui captação no mercado europeu de 75 milhões de euros. Especula-se que os papéis pagam cupom de 5,375% ao ano e têm rendimento total, yield, de 5,625% anuais.
Dólar encerra em queda de 1,48%
Desta forma, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8600 na compra e R$ 2,8710 na venda, forte baixa de 1,48% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,9960, representando um ágio de 4,35%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o dólar acumulou perdas de 2,97% nesta semana e acumula desvalorização de 1,51% em maio, frente à baixa de 13,06% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 19,10%.
BC conclui rolagem de cambiais
No início desta tarde, o Banco Central anunciou o encerramento da rolagem dos cerca de US$ 1,9 bilhão em títulos e swaps cambiais que vencem no próximo dia 15. Para tanto, a instituição monetária ofertou o equivalente a US$ 1,2 bilhão em swaps cambiais, tendo vendido os US$ 870 milhões que faltavam para completar a rolagem.
Nesta tarde foram ofertados 8 mil títulos dos quais foram vendidos 6,188 mil com vencimento previsto para 1º de setembro deste ano, à taxa média de 2,88%. Dos 10,3 mil títulos ofertados com vencimento em 2 de fevereiro de 2004 foram vendidos 5,520 mil, à taxa média de 5,14%.
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Outros três lotes ofertados pelo BC foram totalmente vendidos, sendo o primeiro de 3,3 mil títulos com vencimento em 1º de outubro de 2004, à taxa média de 7,19%, o segundo de 2,4 mil papéis que vencem em 2 de maio de 2005, à taxa linear de 8,31% e o terceiro de 1,3 mil contratos que expiram em 1º de junho de 2006, vendidos à taxa de 9,84%. Finalmente, não foram aceitas propostas para a oferta de papéis com vencimento para 2 de janeiro de 2008.
Alta do C-Bond aumenta expectativa de captações
A forte alta do C-Bond, título da dívida brasileira, nos últimos dias, sendo a acumulada nos últimos trinta dias de 10,41%, continua favorecendo as expectativas do mercado de que, nas próximas duas semanas, empresas e bancos brasileiros irão captar no exterior cerca de US$ 1,2 bilhão por meio da emissão de títulos no mercado internacional.
Neste sentido, com a conseqüente queda do risco país, o mercado estima que a Petrobras emita US$ 160 milhões em US Commercial Papers, que o Unibanco emita EUR 50 milhões e o Itaú, outros US$ 50 milhões. Para a próxima semana, outros bancos de menor porte como BMG e BMC, além da Sabesp, também devem emitir títulos no exterior.
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Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 2.912, forte baixa de 1,46% em relação ao fechamento de R$ 2.955 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em baixa de 0,51%, atingindo R$ 2.940 frente a R$ 2.955 do fechamento de quinta-feira.
FRA de cupom
O FRA de cupom cambial mais próximo, para julho de 2003, fechou a 2,26%, frente aos 2,52% do fechamento de quinta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a agosto de 2003, encerrou a 3,10%, frente aos 3,25% apurados na última sessão.