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SÃO PAULO – Com as boas notícias internas e os elogios externos às perspectivas da economia, o mercado brasileiro como um todo apresentou um bom desempenho na semana, levando tanto o dólar quanto os juros futuros a acumularem queda no período. O Ibovespa, da bolsa paulista, registrou alta no período, refletindo o maior otimismo dos investidores.
Inflação continua dando sinais de desaceleração
No âmbito econômico, as evidências de desaceleração da inflação colaboraram para um aumento do otimismo do mercado, após a inflação medida pelo IPC da Fipe ficar em 0,57% no mês de abril, inferior aos 0,67% registrados em março. A variação do índice também foi menor que aquela registrada na terceira prévia, quando a inflação chegou a 0,71%.
A inflação medida pelo IPC também ficou abaixo das expectativas do mercado, visto que estas apontavam para um patamar de 0,61% no período, de acordo com o relatório Focus, do Banco Central. Em relação às projeções para o mês de maio, a Fipe estima que a inflação deverá ficar em 0,30% no mês, bastante abaixo dos 0,45% esperados pelo mercado.
Moody’s elogia economia brasileira
Com os sinais de melhora dados pela economia brasileira nos últimos meses, a agência de classificação de risco Moody’s emitiu um relatório elogiando as medidas adotadas pelo Governo Federal na condução da política econômica.
De acordo com a agência, a austeridade fiscal e monetária mostrada pelo governo vem possibilitando o cumprimento das metas de superávit primário, ampliando, dessa forma, a confiança da economia brasileira junto ao mercado internacional. A Moody’s ainda ressaltou que, caso as reformas sejam aprovadas rapidamente, favorecendo o ajuste do setor público e as contas fiscais, é bastante possível que haja uma revisão dos ratings brasileiros já no segundo semestre deste ano.
Maior confiança também é ressaltada pelo FMI
Corroborando a maior confiança dos investidores internacionais em relação à economia brasileira, a Missão do FMI (Fundo Monetário Internacional) teceu, na quinta-feira, vários elogios às medidas tomadas pelo Governo Federal no sentido de restabelecer a estabilidade da economia brasileira.
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De acordo com o Fundo, o programa econômico tem se mostrado bastante eficaz no cumprimento de suas metas, atingindo resultados “notáveis” em um curto espaço de tempo. A missão encontra-se no Brasil para revisão das contas públicas, a fim de que seja liberada uma nova parcela do acordo de ajuda feito em 2002.
Aliança entre PMDB e governo animou mercado
O otimismo dos investidores não foi sustentado apenas por boas notícias econômicas, de forma que, no âmbito político, o anúncio da aliança entre o PMDB e o governo para aprovação das Reformas no Congresso Nacional também animou bastante o mercado.
Neste sentido, o acordo prevê a cessão de cargos a membros do PMDB após a aprovação das Reformas, de forma que o partido ganhará todo um ministério junto ao governo. Os peemedebistas também assumirão a liderança do governo no Congresso, além de alguns cargos nos Estados.
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A aliança será selada na próxima semana, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá com senadores e deputados do PMDB. A adesão do partido à base governista sinaliza uma provável agilização do processo de avaliação e aprovação dos projetos de Reforma, sendo, por este motivo, bem recebida pelos investidores.
Economia voltou a preocupar mercado norte-americano
O mercado norte-americano, por sua vez, teve um desempenho limitado nesta semana, em função, principalmente, dos receios dos investidores em relação à recuperação da economia norte-americana. Neste sentido, o parecer cauteloso do Federal Reserve (Fed), após o término de sua reunião na terça-feira, sobre a economia do país causou uma grande preocupação no mercado.
Dentre os obstáculos que o Fed enumerou em relação à recuperação da economia norte-americana, ganhou destaque especial o risco de deflação, considerado preocupante pelo mercado, uma vez que provoca um considerável desaquecimento da economia. Na quinta-feira, o Secretário do Tesouro, John Snow, reafirmou que a recuperação da economia norte-americana ainda é incerta, uma vez que a mesma foi bastante penalizada pela crise global dos últimos meses.
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As perspectivas de uma queda das importações norte-americanas ditaram a forte alta do petróleo na semana, de modo que a commodity fechou cotado a US$ 25,00 por barril, acumulando expressiva elevação de 6,02%.
Juros futuros e dólar registraram queda na semana
Com as notícias favoráveis em relação à economia brasileira, o dólar rompeu a barreira dos R$ 2,90 e fechou a semana acumulando expressiva desvalorização de 2,97% frente ao real. Dessa forma, a divisa norte-americana encerrou o pregão da última sexta-feira cotada a R$ 2,8790.
Com os sinais de recuo da inflação, os juros futuros encerraram a semana em queda, de forma que o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2004, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 23,81% nesta sexta-feira, frente a uma taxa de 24,14% na semana passada. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 25,80%, frente a uma taxa de 26,00% registrada na semana anterior.
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Apesar das boas notícias internas, o Ibovespa teve seu desempenho limitado na semana, em função das quedas registradas nas bolsas norte-americanas no decorrer do período. Dessa forma, o índice da bolsa paulista acumulou alta de 3,15% na semana.
Índices inflacionários terão destaque na próxima semana
A próxima semana será marcada pelo grande número de indicadores a serem divulgados, tanto no mercado brasileiro quanto no norte-americano. No Brasil, o mercado deverá seguir atento ao comportamento da inflação, uma vez que a Fipe divulgar o IPC de maio da primeira quadrisemana, assim como a Fundação Getúlio Vargas irá anunciar a primeira prévia do IGP-M.
De maneira consonante, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará o IPCA e o INPC, ambos referentes ao mês de abril. A Fundação Getúlio Vargas também divulgará, neste sentido, o IGP-DI referente ao mês e abril.
Nos Estados Unidos, por sua vez, serão divulgados o Retail Sales, o Business Inventories, o PPI, o CPI, o Industrial Production e o Building Permits.