5 razões para investir em ações de construtoras de baixa renda, segundo o Itaú BBA

A ordem de preferência do banco é Direcional, Cury, Plano & Plano, seguidos por MRV e Tenda

Felipe Moreira

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O Itaú BBA avalia que poucos setores da economia brasileira podem igualar a combinação única de condições micro favoráveis, alto crescimento e rendimento atrativo observado em um segmento: o das construtoras de baixa renda. A ação da Direcional (DIRR3), por sinal, aparece como a principal escolha do banco.

Os analistas justificam a escolha da construtora pela expectativa de taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de lucro por ação de 45% em 2 anos, um dividend yield (dividendo em relação ao valor da ação) de 12% para o próximo ano, baixo risco de execução e um múltiplo P/L (Preço/Lucro) de 6 vezes para 2025.

A preferência pelo papel da Direcional é seguida, nesta ordem, por Cury (CURY3), Plano&Plano (PLPL3), MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3).

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A equipe de research do BBA reiterou outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para Direcional, Cury, Plano & Plano e MRV&Co, e manteve classificação de market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) para Tenda.

O banco também atualizou preços-alvo para o final de 2024 de R$ 35 para Direcional (de R$ 31), R$ 25 para Cury (de R$ 22), R$ 14 para Plano&Plano (de R$ 16), R$ 10 para MRV (de R$ 12) e de R$ 13 para Tenda (de R$ 12).

Para o setor, o banco revisou estimativas e reforçou sua visão positiva, sustentada por cinco fatores principais, listados a seguir:

1. Momento operacional positivo

O Itaú BBA espera que que as condições favoráveis do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) continuem sustentando: i) o aumento contínuo de lançamentos e vendas; ii) altas margens para 2024-25, beneficiando-se do banco de terrenos interno e do aumento dos preços das unidades; iii) geração de caixa sólida (maior velocidade de vendas, margens melhoradas e redução de concessões pro-soluto).

Com isso, o banco espera que as prévias operacionais continuem sendo pontos de dados positivos, provavelmente alinhando as estimativas de consenso com as previsões para o setor – a estimativa de lucros do BBA para 2025 está atualmente 10% acima do consenso da Bloomberg.

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2. Forte crescimento dos lucros

As condições únicas do MCMV, aliadas ao robusto crescimento nos lançamentos e vendas de projetos que as empresas têm entregado, já resultam em crescimento substancial dos lucros e analistas esperam que as empresas continuem a fazê-lo.

3. Dividendos atrativos

Pode não parecer intuitivo, mas a alta taxa de crescimento deve ser acompanhada por um forte nível de pagamento de dividendos.

Segundo o BBA, os robustos números de vendas, combinados com altas margens, devem sustentar uma geração significativa de caixa para o setor em 2025.

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Nesse sentindo, o banco assume um payout (porcentagem do lucro paga em dividendo) de 75%, resultando em um dividend yield atrativo de 10 a 12%, tornando-o setor um dos principais pagadores de dividendos do mercado.

4. Baixa probabilidade de notícias negativas

Para os analistas, a recente conclusão do debate do FGTS no Supremo Tribunal teve um desfecho positivo. Além disso, as preocupações sobre a escassez de financiamento diminuíram após a reafirmação da intenção do governo de suplementar o orçamento.

“Por fim, a inflação na construção, que antes era um problema significativo para o setor, foi controlada no último ano, com o INCC permanecendo abaixo da marca de 4% desde junho de 2023”, comentam.

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5. Riscos macroeconômicos limitados

Ao contrário das preocupações macroeconômicas que afetam outros setores, o banco vê o segmento de baixa renda bem posicionado a esse respeito. “O programa MCMV é fundamental para o governo atual, portanto, a abordagem ao programa provavelmente permanecerá favorável no futuro”, destaca o BBA.

“Além disso, as condições subsidiadas do programa reduzem a exposição do setor às taxas de juros de mercado, minimizando o impacto das flutuações nas taxas sobre os retornos esperados”, completa.